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<Root><CabeçarioPG1>mv&amp;z</CabeçarioPG1><CabeçarioPG1>ISSN 2596-1306 Versão on-line</CabeçarioPG1><Matéria><Titulo>Gênero Arcobacter e Saúde Pública: revisão sobre sua importância na saúde humana, principais vias de transmissão e patogenicidade Arcobacter genus and Public Health: review of its importance in human health, main transmission routes and pathogenicity </Titulo><Autores>Lauren Machado Moreira; Julia Rosin da Silva1; Débora Rodrigues Silveira1*; Cláudio Dias Timm  *Autor Correspondente: Débora Rodrigues Silveira. Universidade Federal de Pelotas, Campus Universitário, Capão do Leão, s/nº, prédio 34, CP 354, Pelotas, RS, Brasil. CEP: 96.001-970. E-mail: debora.rsilveira@hotmail.com  </Autores><ComoCitar>Como citar: MOREIRA, L. M. et al. Gênero Arcobacter e Saúde Pública: revisão sobre sua importância na saúde humana, principais vias de transmissão e patogenicidade. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 19, n. 1, 2021, e38112. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v19i1.38112. Cite as: MOREIRA, L. M. et al. Arcobacter genus and Public Health: review of its importance in human health, main transmission routes and pathogenicity. Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP, São Paulo, v. 19, n. 1, 2021, e38112. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v19i1.38112. </ComoCitar> <Resumo>Resumo É apresentada uma revisão de literatura sobre o gênero Arcobacter, tratando da sua ocorrência determinando doença em humanos, da sua presença no meio ambiente e em alimentos de origem animal contaminados, bem como dos seus prováveis fatores de patogenicidade. Estes microrganismos estão dispersos no meio ambiente, sendo comumente encontrados em animais de produção e produtos de origem animal. Já foram descritos surtos decorrentes da infecção humana a partir do consumo de carne de frango, suína e leite contaminados. Este agente, além de possuir fatores de adesão e invasão para colonizar o trato gastrintestinal, produz citotoxinas que induzem o organismo do hospedeiro à resposta inflamatória.  Palavras-chave: Doenças Transmitidas por Alimentos. Gastroenterite. Patógeno Negligenciado.  Abstract This is a review on the Arcobacter genus, highlighting its occurrence causing disease in humans, and also its presence in the environment and in contaminated animal foods, as well what is known about its probable pathogenicity factors. These microorganisms are dispersed in the environment, being commonly found in farm animals and animal products. Outbreaks of human infection from the consumption of contaminated chicken, pork and milk have been described. This agent, presents adhesion and invasion factors for gastrointestinal tract colonization and produces cytotoxins that induces the inflammation of the host’s organism. Keywords: Foodborne Diseases. Gastroenteritis. Neglected Pathogen. </Resumo><CorpoDoTexto>Introdução Arcobacter foi isolado, pela primeira vez, de fetos bovinos e suínos, no final do século XX (ELLIS et al., 1978). No entanto, o gênero Arcobacter foi descrito apenas por Vandamme et al. (1991). Este gênero pertence à família Campylobacteriaceae, a qual compreende dois outros gêneros: Campylobacter e Sulfurospirillum (VANDAMME; DE LEY, 1991). Arcobacter inclui espécies que são consideradas enteropatógenos emergentes e importantes agentes zoonóticos, uma vez que algumas espécies podem atuar em enteropatias associadas ao consumo de alimentos de origem animal (CHIEFFI; FANELLI; FUSCO, 2020; COLLADO; FIGUERAS, 2011; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2006; VAN DEN ABEELE et al., 2014). A. butzleri, A. cryaerophilus, A. cibarus e A. skirrowii são potenciais patógenos humanos e foram isolados de casos de gastroenterite, endocardite, peritonite e bacteremia, bem como de humanos saudáveis (COLLADO; FIGUERAS, 2011; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2006; LEVICAN et al., 2015). Dentre as espécies de Arcobacter relacionadas com doenças transmitidas por alimentos (DTA), estão A. butzleri, A. cryaerophilus e A. skirriwii. A. butzleri, que é a mais frequente, foi isolada de pacientes com quadros diarreicos, bacteremia, peritonite e endocardite, bem como, de suínos, frangos, bovinos, primatas, produtos de origem animal e água contaminada (ANDERSON et al., 1993; SHRESTHA et al., 2019). Além disso, A. butzleri foi recentemente isolada de carnes de frangos e suínos provenientes de açougues (OLIVEIRA et al., 2015), bem como de pescado e ambiente aquático (FANELLI et al., 2019; LAISHRAM et al., 2016). A. skirrowii foi identificada em amostras oriundas de fetos abortados, prepúcio de touros e cachaços e do útero e ovidutos de fêmeas com problemas reprodutivos (FERNÁNDEZ et al., 1995). A A. cryaerophilus foi isolada de carcaças de frango, e de casos, mastite bovina, bem como de fetos bovinos abortados (FERNÁNDEZ et al., 1995). Barboza et al. (2017) identificaram A. cryaerophilus em amostras de diarreia humana e Oliveira et al. (2016) isolaram A. cryaerophilus e A. butzleri de jacarés destinados ao abate para consumo humano. Giacometti et al. (2015) isolaram A. cryaerophilus, A. butzleri e A. skirrowii de gado leiteiro, do ambiente de ordenha e A. butzleri também foi identificada em amostras de leite cru. Infecções por A. butzleri e A. cryaerophilus podem determinar uma variedade de sintomas, desde diarreia até bacteremia (FIGUERAS et al., 2014). Os sinais clínicos apresentados em infecções por A. butzleri e Campylobacter jejuni mostram-se muito semelhantes, porém, o principal sinal clínico associado à infecção por A. butzleri é a diarreia aquosa, que difere das infecções por C. jejuni, caracterizadas, principalmente, por diarreia sanguinolenta (VANDENBERG et al., 2004).  Os fatores de patogenicidade de Arcobacter spp. ainda não estão bem definidos, porém alguns autores consideram que os seus mecanismos de patogenicidade envolvem a adesão e invasão das células, estando relacionados principalmente com os genes ciaB, cadF e cj1349, além da produção de citotoxinas que induzem a resposta inflamatória (COLLADO; FIGUERAS, 2011; FERNÁNDEZ et al., 1995; FERREIRA; OLEASTRO; DOMINGUES, 2019; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2006) e produção de alfa hemolisinas (ATABAY et al., 2002). Apesar de existir um grande número de casos de gastrenterites provocadas por Campylobacter spp. em humanos, há poucos estudos a respeito de Arcobacter spp. Isto pode ser consequência de não ter sido determinada a causa de infecções em casos em que Campylobacter spp. e outras bactérias similares não foram identificadas. Portanto, o presente trabalho é uma revisão de literatura sobre o gênero Arcobacter, destacando a sua ocorrência em humanos, no meio ambiente e em alimentos de origem animal, bem como dos seus prováveis fatores de patogenicidade. Características do gênero Arcobacter O gênero Arcobacter abrange bactérias que inicialmente pertenciam ao gênero Campylobacter devido ao fato de serem microrganismos em forma de espiral, Gram negativos e aerotolerantes, no entanto, posteriormente, constituíram um gênero à parte por possuírem características atípicas de Campylobacter, como capacidade de crescer em temperaturas mais baixas (15°C a 30°C) e sem a necessidade de condições de microaerofilia (PHILLIPS, 2001; SNELLING et al., 2006; VANDAMME et al., 1992). O gênero Arcobacter é caracterizado por bactérias que se apresentam como bastonetes curvos, na forma de S ou helicoidais, não formadoras de esporos e com flagelos polares que lhe conferem motilidade. São catalases negativas ou fracamente positivas, oxidase positivas, com temperatura de crescimento entre 10 e 37ºC, capazes de se multiplicar em isolamento primário em microaerofilia e, em condições posteriores, em aerobiose, além de apresentarem crescimento variável na presença de 1,5% a 3,5% de NaCl (KIEHLBAUCH et al., 1991; KJELDGAARD; JORGENSEN; INGMER, 2009; VANDAMME et al., 1991).  A. butzleri sobrevive em água do mar em estado viável, mas não cultivável, o que permite a sua sobrevivência na ausência de nutrientes e em baixas temperaturas (FERA et al., 2008). Desta maneira, as bactérias do gênero Arcobacter podem sobreviver a 4ºC, temperatura comumente encontrada em abatedouros de frangos e outras espécies. Também podem formar biofilmes (ATANASSOVA et al., 2008; FERREIRA et al., 2013; GIRBAU et al., 2017; KJELDGAARD; JORGENSEN; INGMER, 2009) que favorecem a sobrevivência do agente nos locais contaminados. Investigações sobre a sobrevivência de Arcobacter spp. em alimentos têm revelado que algumas espécies podem sobreviver em carne suína crua (D’SA; HARRISON, 2005; FERREIRA et al., 2016), em produtos de carne bovina fresca (JASSIM; AL-ABODI, 2020), carne embalada a vácuo (BALAMURUGAN; AHMED; CHAMBERS, 2013) e em leite bovino tanto cru quanto UHT ou pasteurizado (GIACOMETTI et al., 2014), inclusive com grande diversidade genética (MARTA et al., 2020). Também, foi demonstrado que Arcobacter spp. sobrevive durante a produção ou armazenamento de muçarela de búfala (SERRAINO et al., 2013), em ricota (GIACOMETTI et al., 2015) e na água em diferentes temperaturas normalmente utilizadas na indústria de alimentos (VAN DRIESSCHE; HOUF, 2007). Cervenka et al. (2008) e Silha et al. (2014) observaram que Arcobacter spp. sobrevive em superfícies de aço inoxidável, plástico e vidro, Rasmussen et al. (2013) relataram a tolerância do Arcobacter spp. a alguns biocidas, como hipoclorito de sódio, comumente empregado na desinfecção em indústria. O A. butzleri pode sobreviver aos procedimentos comuns de higienização (HAUSDORF et al., 2013; RASMUSSEN et al., 2013; SCARANO et al., 2014). As informações relacionadas à sobrevivência e à permanência de Arcobacter spp. durante o processamento dos alimentos, bem como em toda a cadeia alimentar até os produtos serem oferecidos ao consumidor final, demonstram a sua participação como patógeno para seres humanos. Arcobacter tornou-se um grande grupo de bactérias, e a intensificação do seu estudo determinou a descrição de uma diversidade de novas espécies. Atualmente estão descritas e reconhecidas 26 espécies provenientes de diversos ambientes e hospedeiros como por exemplo: Arcobacter porcinus, descrita a partir do Arcobacter thereius (FIGUERAS et al., 2016), Arcobacter lekithochrous, isolado obtido de um incubatório de moluscos (DIÉGUEZ et al., 2017) e Arcobacter canalis, isolado de moluscos e água de um canal contaminado com esgoto urbano (CATALUÑA; SALAS-MASSÓ; FIGUERAS, 2018). Infecção por Arcobacter spp. Os veículos mais frequentes de transmissão de Arcobacter para humanos são a água potável contaminada e alimentos crus ou malcozidos que são ingeridos ou manipulados (DUFFY; FEGAN, 2012; VANDAMME et al., 1992). Outras possíveis formas de contágio são a transmissão direta entre seres humanos durante um surto (VANDAMME et al., 1992), contaminação de feridas e fístulas (HSUEH et al., 1997) e transmissão transplacentária ao feto (ON; STACEY; SMYTH, 1995).  O Arcobacter spp. já foi isolado de lençóis freáticos durante o período em que ocorreu um surto em seres humanos (FONG et al., 2007).  Um surto de doença causada pelo Arcobacter spp. associado ao consumo de frango assado foi relatado em um casamento nos EUA, onde 51 de 109 convidados apresentaram sintomas como diarreia, dores abdominais, fadiga, náusea, calafrios, dores no corpo e dor de cabeça. Cinco pacientes forneceram amostras de fezes e em quatro delas foi identificado A. butzleri, indicando que esse microrganismo pode causar doença veiculada por alimentos (LAPPI et al., 2013).  Petersen et al. (2007), Houf et al. (2008), Fera et al. (2009) e Giacometti et al. (2015) destacam que o contato com animais de estimação também pode ser uma forma de transmissão do Arcobacter spp. para humanos pois cães e gatos podem estar infectados por este agente.  O principal sintoma decorrente da infecção de seres humanos por Arcobacter spp. é a diarreia aquosa persistente, porém em muitos casos, a enterite clínica resultante da infecção é autolimitante (HO; LIPMAN; GAASTRA, 2006). As espécies de Arcobacter associadas a doença em seres humanos são A. butzleri, A. cryaerophilus e A. skirrowii (OLIVEIRA et al., 1997). O A. butzleri é a principal espécie do gênero relacionada às implicações em saúde pública (COLLADO; FIGUERAS, 2011). Estudos epidemiológicos, relatos de casos e relatos de surtos têm constatado que A. butzleri e A. cryaerophilus estão relacionadas a casos de enterite em seres humanos, com isolamento do agente em amostras de fezes diarreicas (BARBOZA et al., 2017; FERNÁNDEZ; KRAUSE; VILLANUEVA, 2004; FERREIRA et al., 2016; FIGUERAS et al., 2014; KAYMAN et al., 2012; LAPPI et al., 2013; LEHNER; TASARA; STEPHAN, 2005; TEE et al., 1988; VANDAMME et al., 1992). A infecção por este agente foi associada à colite e, até mesmo, à septicemia (LAU et al., 2002), porém o A. cryaerophilus já foi isolado de humanos assintomáticos (HOUF; STEPHAN, 2007). A. butzleri foi isolado, na Turquia, em 1,25% de amostras de fezes diarreicas (KAYMAN et al., 2012) e na Nova Zelândia, A. butzleri e A. cryaerophilus foram isoladas de 0,9% de amostras de fezes (MANDISODZA; BURROWS; NULSEN, 2012). Em Portugal, o Arcobacter também foi identificado em seres humanos com diarreia, onde 1,3% das amostras foram positivas para A. butzleri e 0,3% para A. cryaerophilus (FERREIRA et al., 2014). Collado et al. (2013), em Valdivia, no sul do Chile, observaram uma prevalência de 1,4% para A. butzleri em amostras oriundas de diarreia, sem detecção em amostras de pacientes assintomáticos. A. skirrowii foi o agente causador de bacteremia e colite em relatos de casos individuais na Catalunha, nordeste da Espanha (COLLADO; GUARRO; FIGUERAS, 2009), e em casos de diarreia crônica e aguda em humanos, na Bélgica (WYBO; BREYNAERT; LAUWERS, 2004). Acredita-se que os humanos possam se infectar pelas via fecal-oral, ingestão de água ou de alimentos de origem animal contaminados e por contato direto com animais infectados (COLLADO; FIGUERAS, 2011; LEHNER; TASARA; STEPHAN, 2005; WESLEY; MILLER, 2010). Embora Arcobacter spp. não represente um agente de destacada importância em Saúde Pública, o crescente  aumento de casos sugere que a sua importância deva ser repensada no contexto das zoonoses e das doenças veiculadas por alimentos e água. É possível que a sua importância como agente etiológico de zoonose e doença transmitida por alimentos possa estar sendo subestimada, principalmente pela escassez de métodos de detecção e identificação (FIGUERAS; COLLADO; GUARRO, 2008; SNELLING et al. 2006; VANDENBERG et al. 2004). Arcobacter spp. em produtos de origem animal e água Em carnes, a maior prevalência do Arcobacter spp. tem sido verificada em frangos, seguida de suínos e bovinos. Em países como Austrália, Holanda e Itália, a sua presença foi confirmada em carcaças de frangos em mais de 70% das amostras analisadas (ÇELIK; OTLU, 2020; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2008; PENTAMALLI et al., 2009; RIVAS; FEGAN; VANDERLINDE, 2004). No Brasil, Oliveira et al. (2015) isolaram a bactéria em 18,3% (55/300) de amostras de carne de frango provenientes de açougues, das quais 63,6% (35/55) foram identificadas como A. butzleri e 36,3% (20/55) como A. cryaerophilus. A alta densidade populacional no criatório e as falhas nas boas práticas de abate, mantendo, por exemplo, o contato entre carcaças são fatores que contribuem para a contaminação da carne de frango. Tais condições favorecem uma rápida disseminação de qualquer patógeno que possa ter acesso ao criatório (MEAD, 2004).  Em suínos, o primeiro isolamento de Arcobacter spp. se deu em carne moída, nos EUA, em 1994 (COLLINS; WESLEY; MURANO, 1996). No Brasil, o Arcobacter spp. foi isolado de amostras de estômago de suínos abatidos em um frigorífico no Rio Grande do Sul, das quais 79% (98/148) foram identificadas como A. cryaerophilus e 21% (26/148) como A. butzleri (VOGT et al., 2008). Destaque-se que A. butzleri e A. cryaerophilus são resistentes à temperatura de escaldagem em abatedouros (62º C a 72ºC) durante três minutos (HO; LIPMAN; GAASTRA, 2008), o que pode favorecer a sua persistência e disseminação nos procedimentos de abate e processamento das carcaças. No Chile, Fernández et al. (2015) observaram altas frequências de Arcobacter spp. em carne de frango pronta para consumo humano (92%) e de A. butzleri em suínos, 40,7% (55/135) e em bovinos 26,7% (20/75). Já para A. cryaerophylus, foram encontradas frequências de 9,6 (13/135) e 6,7% (5/75) para suínos e bovinos, respectivamente. Na Austrália, Duffy e Fegan (2012) isolaram Arcobacter spp. em 83,3% de 130 carcaças bovinas amostradas em quatro diferentes matadouros.  A presença de Arcobacter spp. no trato intestinal de animais saudáveis pode representar risco de contaminação de carcaças durante o abate (DE SMET; DE ZUTTER; HOUF, 2011; SHAH et al., 2011). Além da contaminação da cadeia alimentar, a contaminação do meio ambiente também pode ser uma consequência da infecção por Arcobacter spp. devido a sua presença nas fezes, o que resultaria na contaminação do solo e das fontes de água (CHINIVASAGAM et al., 2007; WILKES et al., 2014). A contaminação cruzada entre carcaças ou por meio de equipamentos e meio ambiente durante o processamento de abate também foi atribuída como causa da contaminação dos alimentos (FERREIRA et al., 2013; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2008; SHANGE; GOUWS; HOFFMAN, 2019; VAN DRIESSCHE; HOUF, 2007). Pianta et al. (2007) relataram o isolamento de Arcobacter spp. de amostras de leite bovino (6/32), onde cinco foram identificadas como A. cryaerophilus e uma como A. butzleri. O Arcobacter spp. foi identificado em amostras de leite cru bovino, que são frequentemente contaminadas por A. butzleri (8/10) (GIACOMETTI et al., 2015). O Arcobacter foi isolado de jacarés, do pantanal do Brasil, abatidos para consumo humano, com registro de 37,5% (15/40) das amostras positivas para A. butzleri e 50% (20/40) para A. cryaerophylus (OLIVEIRA et al., 2016). O Arcobacter spp. foi detectado em ovos, com 0,8% (4/475) de amostras positivas (LEE et al., 2016). Carne de cordeiro, de coelho e de avestruz também podem apresentar contaminação por Arcobacter spp. (COLLADO; GUARRO; FIGUERAS, 2009; RAHIMI, 2014; RIVAS; FEGAN; VANDERLINDE, 2004). Frutos do mar e mariscos têm apresentando alta prevalência de positividade para diversas espécies de Arcobacter (COLLADO; GUARRO; FIGUERAS, 2009; DIÉGUEZ et al., 2017; LEVICAN et al., 2014, 2015; MOTTOLA et al., 2016; NIEVA-ECHEVARRIA et al., 2013; CATALUÑA; SALAS-MASSÓ; FIGUERAS, 2018; SILHA; SILHOVA-HRUSKOVA; VYTRASOVA, 2015). Mottola et al. (2016) detectaram a presença de Arcobacter spp. em mariscos, com 23% (16/70) de isolamentos, dos quais 75% (12/16) foram positivos para A. butzleri e 25% (4/16) para A. cryaerophilus. Arcobacter spp. foram isolados de alimentos já preparados, em restaurantes de Bangkok, com uma prevalência superior a outros patógenos como Salmonella e Campylobacter (TEAGUE, 2010). O Arcobacter spp. pode contaminar o meio aquático como mares, lagos e rios, bem como a água de abastecimento em abatedouros, casas e criatórios, estações de tratamento e efluentes de esgoto (COLLADO et al., 2008; DIERGAARDT et al., 2004). Giacometti et al. (2015) propõem que a água pode ser a via de transmissão do Arcobacter spp. para os animais, resultando em sua ampla disseminação no ambiente agrícola, não sendo portanto, a contaminação fecal a única via de contaminação do leite.  Fatores de patogenicidade de Arcobacter spp.  Dentre as espécies de Arcobacter, as que são consideradas patogênicas para o ser humano são A. butzleri, A. cryaerophilus e A. skirrowii (NEWELL, 1997). Apesar de inúmeros estudos estarem sendo realizados, a patogenicidade e os fatores de virulência de Arcobacter spp. ainda não estão bem definidos. Alguns autores acreditam que os seus mecanismos de patogenicidade envolvam adesão e invasão das células hospedeiras e produção de toxinas (FERNÁNDEZ et al., 1995; HO; LIPMAN; GAASTRA, 2006). Devido à semelhança dos sinais clínicos das infecções por Campylobacter spp. e Arcobacter spp., acredita-se que alguns fatores de virulência de Campylobacter jejuni e Campylobacter coli também estariam presentes nas espécies patogênicas de Arcobacter (DOUIDAH et al., 2012). Collado et al. (2010) estudaram a invasão, a adesão e a capacidade citotóxica de quatro espécies de Arcobacter (A. butzleri, A. cryaerophilus, A. skirrowii e A. cibarius), usando linhagens de células HEp-2, HeLa, INT407, CHO e Caco-2, constatando que diferentes espécies apresentaram consideráveis variações na adesão, invasão e citotoxicidade, dependendo dos isolados e das células estudadas. No sequenciamento genômico de A. butzleri ATCC 49616, foi confirmada a presença de genes determinantes de virulência, como cadF, cj1349 e ciaB, que codificam as proteínas de ligação da fibronectina, possibilitando a adesão da bactéria às células epiteliais do intestino do hospedeiro (FLANAGAN et al., 2009; KONKEL et al., 1999). O gene cadF também induz a introdução da bactéria na célula eucariótica pela ativação de GTPases e o gene ciaB contribui para a invasão das células hospedeiras. Também foi identificado o gene irgA, que está relacionado à aquisição de ferro pela célula bacteriana, por meio da codificação de uma proteína da membrana, bem como os genes hecA, hecB e tlyA, responsáveis pela codificação da hemoaglutinina filamentosa associada à adesão, à ativação da proteína da hemolisina e à sua codificação, respectivamente. Por fim, também foram identificados o gene pldA associado à lise de eritrócitos, e o fator de virulência mviN associado à capacidade de evasão do sistema imune inato (DASTI et al., 2010; MILLER et al., 2007). Levican et al. (2013) identificaram 60 isolados de Arcobacter spp., dos quais 51 apresentaram o gene ciaB, seguido do gene cj1349 (23/60) e cadF (15/60). Cinquenta e duas estirpes de A. butzleri foram analisadas com o emprego de PCR (KARADAS et al., 2013). Os genes ciaB, mviN, pldA, tlyA, cj1349 e cadF foram detectados em todos os isolados, enquanto irgA (15%), hecB (44%), hecA (13%) foram detectados apenas em alguns. Quatro de seis isolados foram testados quanto à invasão em células HT-29 e três foram capazes de invadi-las, e os mesmos seis isolados testados apresentaram capacidade de adesão e invasão em células Caco-2. Ainda foram sequenciados os genes ciaB, cadF e cj1349 de seis isolados, e não foram observadas alterações significativas nos domínios funcionais de aminoácidos. No Brasil, a presença de A. butzleri foi verificada na fase final do abate de frangos e suínos, totalizando 155 cortes de carne suína e 105 cortes de carne de frango, e o isolamento de Arcobacter spp. foi obtido em 12 cortes suínos e cinco cortes em aves. Os genes de pldA, cadF, ciaB e cj1349 estavam presentes em todos os isolados de origem suína e aviária (OLIVEIRA et al., 2015).  Com relação à patogenicidade e aos fatores de virulência de Arcobacter spp., ainda não existe uma conclusão definitiva. Diversos genes encontrados são homólogos aos presentes em espécies de Campylobacter, Salmonella entérica sorovar Thiphimurim, Sulfurimonas denitrificans e Wolinella succinogenes, porém ainda é incerto se são funcionais ou desempenham um papel similar (MILLER et al., 2007; OHNISHI et al., 1990). Considerações finais Muitas espécies pertencentes ao gênero Arcobacter têm sido isoladas de diversas origens, desde o ambiente até os animais de produção, bem como de inúmeros alimentos de origem animal, e, consequentemente, de humanos com alterações no trato gastrointestinal. A sintomatologia apresentada por humanos infectados também ocorre quando da infecção por bactérias da família Campylobacteriaceae. É provável que muitos casos de doença veiculada por alimentos tenham tido o Arcobacter spp. como agente, porém ele não foi considerado como uma das suspeitas e não foi investigado. Considerando-se as dificuldades de eliminação do Arcobacter ssp. em plantas frigoríficas, devem ser pesquisados e empregados sanitizantes em concentrações suficientes para controlar a contaminação das superfícies, evitando assim a disseminação do microrganismo durante o processamento dos produtos. Ainda sobre pesquisas futuras sugere-se o estudo minucioso dos seus fatores de virulência como adesão, invasão das células hospedeiras e produção de toxinas para ser definitivamente determinado o funcionamento de tais mecanismos e assim serem devolvidas formas de combate às espécies patogênicas. Concomitantemente, deve ser ampliada a divulgação da ocorrência Arcobacter spp. entre profissionais da saúde, centros de diagnóstico, órgãos regulamentadores de alimentos, os próprios controles de qualidades de produtos de origem animal das indústrias e consumidores para evitar a negligência aos agravos que ele determina. </CorpoDoTexto><Referencias>Referências ANDERSON, K. F. et al. Arcobacter (Campylobacter) butzleri-associated diarrheal illness in a nonhuman primate population. Infection and Immunity, [s.l.], v. 61, n. 5, p. 2220-2223, 1993. DOI: https://doi.org/10.1128/iai.61.5.2220-2223.1993. ATABAY, H. I. et al. Discrimination of Arcobacter butzleri isolates by polimerase chain reactionmediated DNA fingerprinting. Letters in Applied Microbiology, [s.l.], v. 35, n. 2, p. 141–145, 2002. DOI: https://doi.org/10.1046/j.1472-765x.2002.01152.x. ATANASSOVA, V. et al. Incidence of Arcobacter spp. in poultry: quantitative and qualitative analysis and PCR differentiation. 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Aprovado: 5 de agosto de 2021.</RecebimentoEnvio><Mestre><Mestre></Mestre><Mestre></Mestre><Mestre>mv&amp;z | Revista mv&amp;z, São Paulo, v. 19, n. 1, 2021, e38112, DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v19i1.38112</Mestre><Mestre>mv&amp;z | Revista mv&amp;z, São Paulo, v. 19, n. 1, 2021, e38112, DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v19i1.38112</Mestre><Mestre>MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA E SAÚDE ANIMAL</Mestre><Mestre>Gênero Arcobacter e Saúde Pública: revisão sobre sua  importância na saúde humana, principais vias de transmissão e patogenicidade</Mestre></Mestre></Root>
