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<Root><CabeçarioPG1>mv&amp;z</CabeçarioPG1><CabeçarioPG1>ISSN 2596-1306 Versão on-line</CabeçarioPG1><Matéria><Titulo>IONÓFOROS E INTOXICAÇÃO EM EQUINOS Ionophores and poisoning in horses </Titulo><Autores>Jackson Schade, Anderson Fernando de Souza* Juliana Massitel Curti, Gustavo Romero Gonçalves3, Peterson Triches Dornbusch *Autor Correspondente: Anderson Fernando de Souza. Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, São Paulo, SP, Brasil. CEP: 05508-270.  E-mail: anderson.fs@usp.br  </Autores><ComoCitar>Como citar: SCHADE, J. et al. Ionóforos e intoxicação em equinos. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 20, n. 1, 2022, e38232, DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v20i1.38232. Cite as: SCHADE, J. et al. Ionophores and poisoning in horses. Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP, São Paulo, v. 20, n. 1, 2022, e38232, DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v20i1.38232. </ComoCitar><Resumo>Resumo Ionóforos são substâncias que foram inicialmente utilizadas como coccidiostáticos na produção de frangos de corte e, posteriormente, passaram a ser adicionados como aditivos na dieta de ruminantes. A intoxicação por ionóforos pode ocorrer em diversas espécies animais, no entanto, a espécie equina é especialmente sensível. O quadro clínico e anatomopatológico relacionado à intoxicação em equinos é caracterizado por sinais clínicos decorrentes de cardiomiopatia e miopatia da musculatura esquelética devido a necrose causada nestes tecidos. Não existe tratamento específico para os quadros de intoxicação por ionóforos, sendo assim, a prevenção deve ser preconizada de modo a evitar exposição dos equinos a alimentos que contenham ionóforos, especialmente nas criações em que bovinos e equinos compartilham do mesmo ambiente de criação. O objetivo deste artigo é abordar os principais aspectos relacionados aos ionóforos, bem como a intoxicação por estas substâncias em equinos. Palavras-chave: Miopatia. Cavalo. Monensina. Morte Súbita. Abstract Ionophores are substances that were initially used as coccidiostats in the production of broilers and later were added as additives in the diet of ruminants. Ionophores poisoning can occur in several animal species, however, horses are especially sensitive. The clinical and anatomopathological features related to poisoning in horses are characterized by clinical signs resulting from cardiomyopathy and myopathy of the skeletal musculature due to necrosis caused in these tissues. There is no specific treatment for ionophores poisoning conditions, therefore, prevention must be advocated in order to avoid exposure of horses to feed containing ionophores, especially in breeding where cattle and horses share the same rearing environment. The aim of this article is to address the main aspects related to ionophores, as well as poisoning by these substances in horses. Keywords: Myopathy. Horse. Monensin. Sudden Death. </Resumo><CorpoDoTexto>Introdução Os ionóforos são substâncias que foram inicialmente utilizadas como coccidiostáticos na produção de frangos de corte e, a partir de 1970, passaram a ser adicionados como aditivos na dieta de ruminantes (NICODEMO, 2002; NOVILLA, 2018). Os benefícios descritos pela sua utilização incluem terapêutica e profilaxia nas coccidioses, melhoria na eficiência alimentar e ganho de peso, promoção de crescimento, diminuição da emissão de metano, controle do timpanismo espumoso e acidose lática ruminal em bovinos (BARROS, 2001; ENSLEY, 2020; NOVILLA, 2018; TYLER; WOLFE; MADDOX, 1992). Os ionóforos são considerados como seguros desde que utilizados em espécies indicadas e dentro de dosagens recomendadas pelo fabricante (WOUTERS; WOUTERS; BARROS, 1997a). Entretanto, apesar de seus efeitos benéficos, o uso inadequado, acidental ou intencional, pode resultar em intoxicações em diferentes espécies (BORGES et al., 2001; WOUTERS; WOUTERS; BARROS, 1997b), entre as quais os equinos, especialmente sensíveis (BEZERRA JUNIOR et al., 2000; GY et al., 2020; PLUMLEE, 2009). O presente trabalho analisa os principais aspectos relacionados aos ionóforos, bem como a intoxicação de equinos por estas substâncias. Características farmacológicas dos ionóforos e os produtos veterinários disponíveis no comércio Os ionóforos são substâncias de baixo peso molecular, com propriedades antibióticas, produtos finais de várias espécies de actinomicetos (ARAÚJO, 2005; GONÇALVES et al., 2012). São divididos em três classes: (i) neutros, (ii) formadores de canal e (iii) carboxílicos, sendo estes últimos os mais conhecidos e utilizados. Os ionóforos carboxílicos, também conhecidos como antibióticos poliésteres são produzidos pela fermentação de várias espécies de Streptomyces spp. e Actinomadura spp., sendo que os mais empregados são a monensina, salinomicina, narasina e lasalocida (NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). Os ionóforos são tóxicos a muitos microrganismos, como bactérias, protozoários e fungos, sendo, portanto, definidos como antibióticos (ARAÚJO, 2005; NOVILLA, 2018). A translocação de íons e o rompimento de gradientes iônicos através da membrana celular são responsáveis pelos efeitos terapêuticos e tóxicos dos ionóforos (NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). O mecanismo de ação dos ionóforos, consiste na formação de complexos lipossolúveis com cátions monovalentes e bivalentes, como K+, Na+, Ca2+ e Mg2+ (RANGEL et al., 2008), mediando, dessa forma, a troca de cátions através das membranas celulares sem usar os canais iônicos, promovendo a passagem de um íon específico para dentro da célula (BORGES et al., 2001). A afinidade por um íon específico é diferenciada para cada ionóforo. Assim, a salinomicina e a narasina tem preferência por íons monovalentes K+, enquanto a monensina tem maior afinidade pelos íons Na+. Já a lasalocida liga-se preferencialmente com íons bivalentes, como Ca2+ e Mg2+ (PLUMLEE, 2009). Ao entrar na célula carreando um cátion, o complexo ionóforo/cátion se desfaz, ocorrendo, então, a ligação com outro cátion intracelular, o qual é carreado para fora da célula. Depois de liberá-lo no meio extracelular, ocorre a formação de um novo complexo iônico, repetindo um novo ciclo (BORGES et al., 2001; MOURTHÉ, 2007). A primeira reação ocorre mais rapidamente que a segunda, gerando um desequilíbrio iônico entre o meio intracelular e extracelular. A ativação das bombas de Na+/K+ e das bombas de prótons H+/Na+ ocorrem para compensar este desequilíbrio, levando a grande perda de energia e consequente redução da capacidade de crescimento dos microrganismos (MOURTHÉ, 2007). Os efeitos benéficos dos ionóforos ocorrem quando eles agem sobre a membrana celular de bactérias ruminais, coccídios ou fungos patogênicos. Entretanto, quando a substância é ingerida acidentalmente por uma espécie mais sensível ou em doses elevadas, ação similar ocorre nas membranas celulares destes animais, resultando em quadro clínico de intoxicação (NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). Alguns países têm adotado restrições para a utilização de ionóforos, entretanto, no Brasil, o seu uso é permitido com eventuais restrições para atender as exigências de alguns países importadores (GONÇALVES et al., 2012). Os ionóforos autorizados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento para utilização como aditivos na alimentação de ruminantes no Brasil são apresentados na Tabela 1.  Tabela 1 – Ionóforos autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para utilização como aditivos na alimentação de ruminantes no Brasil <table frame="topbot">
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</table>  Fonte: Schade et al. (2021). Ionóforos como aditivos na dieta de ruminantes A utilização de ionóforos tem sido avaliada como aditivo na dieta de ruminantes, incluindo bovinos (PÖTTER et al., 2009; PROHMANN et al., 2004), bubalinos (BELEZE et al., 2007) e ovinos (ARAÚJO, 2005). Os ionóforos apresentam a capacidade seletiva de inibir ou deprimir o crescimento de microrganismos no rúmen, manipulando, dessa forma, a fermentação ruminal, tendo como vantagem o aumento da eficiência produtiva (NICODEMO, 2002).  Bergen e Bates (1984) referem que os principais efeitos ruminais relacionados a melhoria da eficiência produtiva pela utilização de ionóforos são: 1) melhora na eficiência energética pelo aumento da proporção de propionato e diminuição da produção de metano; 2) diminuição da degradação proteica e deaminação de aminoácidos, levando a melhoria na utilização de compostos nitrogenados; e 3) diminuição da produção de ácido lático, levando a diminuição dos distúrbios ruminais em bovinos confinados, especialmente a acidose ruminal. As mudanças na população microbiana ruminal determinadas pela utilização de ionóforos consistem na seleção de bactérias Gram-negativas produtoras de ácido propiônico e inibição de bactérias Gram-positivas, maiores produtoras de ácidos acético, butírico e lático, hidrogênio e metano (McCAUGHEY; WITTENBERG; CORRIGAN, 1997). Tal seleção é atribuída a ausência de membrana externa nas bactérias Gram-positivas, permitindo o fluxo de cátions através de suas membranas. Bactérias Gram-negativas, além de apresentarem membrana externa, o que as torna resistentes aos ionóforos, possuem a enzima fumarato redutase, necessária para conversão de fumarato em succinato, sendo este, metabolizado a propionato. O propionato é reconhecido como a mais eficiente fonte energética para os ruminantes, o qual pode ser utilizado para gliconeogênese no fígado ou ser diretamente oxidado no ciclo de Krebs (BERGEN; BATES, 1984). Nos ruminantes a formação de dióxido de carbono e metano durante a formação de ácidos acético e butírico representam perda energética, o que não ocorre com a formação de ácido propiônico. Sendo assim, menor perda de energia ocorre com o aumento da produção/proporção deste ácido graxo volátil (ARAÚJO, 2005). A diminuição da produção de metano ocorre pela mudança na relação acetato: propionato e também pela inibição de bactérias ruminais que produzem hidrogênio, tendo como resultado a diminuição na produção de metano (BERGEN; BATES, 1984). A utilização de ionóforos nos ruminantes também inibe o crescimento de bactérias produtoras de enzimas proteolíticas e deaminativas, ocorrendo, como consequência, a diminuição da produção e concentração de amônia ruminal (BERGEN; BATES, 1984). Dessa forma, o aumento da quantidade de proteínas que passam intactas ao intestino delgado propiciam maior aporte de aminoácidos disponíveis para digestão e absorção neste segmento (ARAÚJO, 2005; BERGEN; BATES, 1984). Quando dietas ricas em carboidratos são fornecidas a ruminantes, há rápido aumento no crescimento de bactérias produtoras de ácido lático, levando ao aumento da produção de lactato no rúmen. As principais bactérias produtoras de ácido lático, o Lactobacillus spp. e o Streptococcus bovis, são sensíveis aos ionóforos (NOCEK, 1997), sendo assim, os ionóforos reduzem a produção de lactato no rúmen, diminuindo a possibilidade do desenvolvimento de acidose ruminal (RANGEL et al., 2008).  Bergen e Bates (1984) destacam que a monensina pode reduzir a viscosidade do fluido ruminal pela inibição de bactérias produtoras de mucopolissacarídeos no rúmen, prevenindo o surgimento do timpanismo espumoso. Outro benefício observado pela utilização de ionóforos é a prevenção da cetose em vacas lactantes, visto que o aumento da produção e concentração de ácido propiônico, principal precursor da gliconeogênese, diminui a concentração sérica dos corpos cetônicos (DUFFIELD et al., 1998). Toxicidade dos ionóforos A intoxicação acidental por ionóforos tem sido descrita em várias espécies animais, incluindo bovinos (GAVA et al., 1997; ENSLEY, 2020), ovinos (FRANÇA et al., 2009; RISSI; BARROS, 2010), equinos (BEZERRA et al., 1999; DOONAN et al., 1989; GY et al., 2020), suínos (ARMIÉN et al., 1997; CARVALHO et al., 2021), cães (SEGEV et al., 2004), coelhos (SALLES; BARROS; BARROS, 1994), frangos (HOWELL; HANSON, 1980), perus (FICKEN; WAGES; GONDER, 1989) e humanos (BLAIN et al., 2017; ZHANG; CUI; ZHANG, 2021). O quadro clínico e anatomopatológico associado a intoxicação, em todas estas espécies, é relacionado a lesões degenerativas no músculo esquelético e no miocárdio (NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). Casos de intoxicação por ionóforos podem ocorrer como resultado de engano no cálculo da dosagem (SALMAN; PIZIANI; SOARES, 2006), erro na mistura ou má homogeneização do ionóforo à ração, uso acidental em espécies não alvo, ingestão excessiva devido a dominância social e uso concomitante com substâncias que potencializam seus efeitos (BARROS, 2001). Estas substâncias incluem os antimicrobianos tiamulina, cloranfenicol, macrolídeos e sulfonamidas, os quais potencializam o efeito de vários ionóforos por retardar a sua eliminação pelo organismo animal, levando ao quadro de intoxicação mesmo quando ambos são utilizados em doses terapêuticas (CARVALHO et al., 2021; NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). Uma ampla variação é observada nas doses tóxicas dos ionóforos, as quais são, dependentes da classe do ionóforo, espécie e categoria animal (BARROS, 2001). A espécie equina é a mais sensível a intoxicação, que pode ser observada ao analisar-se a dose letal 50% (DL50) para os diferentes ionóforos em diferentes espécies (Tabela 2).  Tabela 2 – Toxicidade (dose letal 50% - DL50 em mg/kg de peso vivo) dos principais antibióticos ionóforos em diferentes espécies  Nota: N/d = não determinado.  <table frame="topbot">
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</table>  Fonte: Adaptado de Borges et al. (2001). Quadro de intoxicação em equinos Os ionóforos são de particular interesse na medicina equina, visto que os equinos apresentam extrema sensibilidade aos seus efeitos tóxicos (BLOMME et al., 1999; HOVDA; BENSON; POPPENGA, 2021). Macleary (2004) ressalta que essa maior sensibilidade está relacionada à lenta eliminação do ionóforo e a maior sensibilidade do músculo cardíaco dos equinos às catecolaminas. Vários são os relatos de intoxicação acidental por ionóforos em equinos (BEZERRA et al., 1999; DOONAN et al., 1989; ROLLINSON; TAYLOR; CHESNEY, 1987) e estudos experimentais de intoxicação têm sido desenvolvidos para propiciar o melhor entendimento da enfermidade nesta espécie (BEZERRA JUNIOR et al., 2000; DIVERS et al., 2009). Quadros de intoxicação acidental por ionóforos em equinos ocorrem quando há acesso direto a rações ou suplementos destinados a alimentação de ruminantes ou aves, ou devido a contaminação acidental por ionóforos durante a formulação de rações para equinos (DOONAN et al., 1989; HOVDA; BENSON; POPPENGA, 2021). A maior sensibilidade da espécie equina é preocupante, visto que é frequente a criação conjunta de equinos e bovinos no mesmo ambiente, bem como o acesso comum aos cochos de alimentação e suplementação. Além disso, a ampla comercialização de suplementos alimentares contendo ionóforos pode causar intoxicação em equinos devido à adição inadvertida ou acidental na sua alimentação (BLOMME et al., 1999). A Tabela 3 mostra alguns suplementos minerais para bovinos (sal mineral e sal mineral proteico), acrescidos de ionóforos comercializados no Brasil, os quais devem ser evitados quando bovinos e equinos são criados no mesmo ambiente.  Tabela 3 – Suplementos minerais para bovinos (sal mineral e sal mineral proteico), acrescidos de ionóforos, comercializados no Brasil <table frame="topbot">
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<entry colsep="0" rowsep="0" align="justify" valign="top">Fosbovi Aveia-Azevém </entry>
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</table>  Fonte: Schade et al. (2021). Patogenia da intoxicação por ionóforos em equinos Os ionóforos causam o rompimento de gradientes iônicos através da membrana celular com consequente ativação de bombas iônicas como mecanismo de compensação (MOURTHÉ, 2007), culminando em necrose da musculatura esquelética e miocárdio (MACLEARY, 2004). Quando há toxicidade causada pela monensina, o aumento da concentração de íons Na+ intracelular e consequente ativação da bomba de Na+/K+, acarreta aumento de Ca2+ intracelular, devido a troca de Na+ por Ca2+. A elevação da concentração de Ca2+ intracelular pode provocar a liberação de catecolaminas, responsáveis por alguns sinais observados, sobretudo pela sua ação sobre o coração. Para manter a homeostase intracelular, a mitocôndria sequestra o excesso de Ca2+, resultando em sobrecarga desse íon na mitocôndria, ocorrendo a falha no processo de fosforilação oxidativa. Como consequência, há menor fornecimento de adenosina trifosfato (ATP), diminuindo a eficiência da bomba de Na+/K+, seguido de edema e morte da mitocôndria, liberando o Ca2+ acumulado para o sarcoplasma. O aumento na concentração de Ca2+ no citossol ativa fosfolipases e enzimas proteolíticas, favorecendo a necrose das musculaturas esquelética e cardíaca. Após a mionecrose, o Ca2+ acumulado é liberado para o interstício, o que potencializa os efeitos das catecolaminas, levando a deterioração do quadro clínico. Tecidos menos dependentes de ATP não demonstram sinais de forma tão intensa (MACLEARY, 2004). O mecanismo de ação pela intoxicação por monensina encontra-se ilustrado na Figura 1. Sinais clínicos da intoxicação por ionóforos em equinos O curso clínico da intoxicação apresenta variações de acordo com a dose ingerida, tempo de ingestão (BEZERRA JUNIOR et al., 2000) e individualidade animal (BORGES et al., 2001; HOVDA; BENSON; POPPENGA, 2021), os sinais são associados a cardiomiopatia e/ou miopatia dos músculos esqueléticos (BARROS, 2001). Bezerra Junior et al. (2000), em um estudo de intoxicação experimental, observaram início dos sinais clínicos dois a cinco dias após administração de monensina em equinos e a duração do quadro clínico variou de 24 a 76 horas com diferentes doses e tempo de administração. Macleary (2004), constatou que os sinais clínicos de intoxicação ou até mesmo a morte do equino dependem da dose ingerida e de fatores individuais do animal, mas que podem ocorrer dentro de 24 horas da ingestão da dose tóxica única.   Figura 1 – Mecanismo de ação proposto para explicar o dano celular induzido pelo ionóforo monensina nos tecidos animais   Fonte: Adaptado de Borges et al. (2001).   Os sinais clínicos, frequentemente observados em equinos, podem incluir anorexia, apatia, sudorese profusa, congestão das mucosas, taquicardia e arritmias cardíacas, taquipneia, hiperpneia e dispneia, ataxia e fraqueza dos membros pélvicos caracterizados por relutância em se movimentar, deitar e levantar frequentemente com dificuldade e decúbito permanente (BARROS, 2001; BEZERRA JUNIOR et al., 2000; MACLEARY, 2004). Mioglobinúria e tremores musculares podem estar presentes juntamente com ataxia progressiva, sendo a musculatura dos membros pélvicos envolvidos mais gravemente (MACLEARY, 2004). Macleary (2004) observou que, inicialmente, os animais podem apresentar sinais de cólica, incluindo sudorese, taquicardia, hiper ou hipomotilidade intestinal e quantidade de fezes diminuída. Em alguns casos de cardiomiopatia o animal pode morrer subitamente sem apresentar sinais premonitórios, como consequência de insuficiência cardíaca (BARROS, 2001). Os animais que sobrevivem podem apresentar anormalidades à auscultação e no traçado eletrocardiográfico devido a fibrose do miocárdio. O animal frequentemente apresenta diminuição da performance e pode morrer subitamente mesmo semanas ou anos após a intoxicação (BORGES et al., 2001; PLUMLEE, 2009). A insuficiência cardíaca, o emagrecimento progressivo e algumas vezes a insuficiência renal podem ocorrer quando há toxicidade crônica nas semanas seguintes a exposição de baixas doses (MACLEARY, 2004). Os sinais clínicos associados à cardiomiopatia e miopatia dos músculos esqueléticos podem ocorrer concomitantemente (BEZERRA et al., 1999) ou serem restritos ao músculo cardíaco (DOONAN et al., 1989) ou esquelético (BEZERRA JUNIOR et al., 2000). Entretanto, Radostits et al. (2002) destacam que, na maioria dos casos, o miocárdio é responsável por sinais clínicos mais evidentes na espécie equina. Exames complementares na intoxicação por ionóforos em equinos A atividade sérica das enzimas creatina quinase (CK) e aspartato aminotransferase (AST) podem estar moderadamente ou grandemente elevadas quando há necrose da musculatura esquelética devido a intoxicação por ionóforos (MACLEARY, 2004). O aumento da atividade sérica da lactato desidrogenase (LDH) (iosoenzimas LDH1 e LDH2) pode estar relacionado ao aumento da fragilidade eritrocitária e hemólise devido à quebra dos gradientes osmóticos através da membrana dos eritrócitos (AMEND et. al., 1980; MACLEARY, 2004). Bezerra Junior et al. (2000) observaram elevações na atividade sérica da CK que variaram de 2.300UI/L a até 142.000UI/L em quatro dos cinco equinos que demonstraram sinais clínicos associados a intoxicação experimental por monensina. A atividade da AST foi elevada em apenas um equino do experimento, a qual excedeu o limite normal 10 dias após a administração. Plumlee (2009) e Doonan et al. (1989) ressaltam que a determinação da atividade sérica das enzimas supracitadas pode ser utilizada como exame complementar, no entanto, são pobres os indicadores de prognóstico em casos individuais. Em casos agudos e superagudos em que o equino morre dentro de 24 horas pode ser observado hemoconcentração progressiva associada a poliúria e diminuição da densidade urinária, juntamente ao aumento das concentrações séricas de ureia e creatinina, devido ao dano tubular renal. Alguns equinos podem apresentar inicialmente hipocalcemia e hipocalemia, retornando aos valores normais em 24 a 36 horas, respectivamente (MACLEARY, 2004). Divers et al. (2009), avaliando equinos intoxicados experimentalmente com monensina sódica, observaram que a mensuração de troponina cardíaca I pode ser utilizada como exame complementar no diagnóstico de intoxicação por ionóforos e na identificação de equinos com doença cardíaca. A avaliação eletrocardiográfica pode ser utilizada para o diagnóstico de arritmias cardíacas associadas a intoxicação por ionóforos. Alterações frequentemente observadas incluem taquicardia, contrações ventriculares (DOONAN et al., 1989) e atriais prematuras, bloqueio atrioventricular de primeiro grau, prolongamento do intervalo Q-T e do complexo QRS (VAN VLEET et. al., 1983). Achados macro e microscópicos na intoxicação por ionóforos em equinos As lesões macroscópicas associadas a intoxicação por ionóforos consistem, principalmente, em áreas de degeneração e necrose do miocárdio e músculos esqueléticos, os quais aparecem como focos ou estrias brancas ou branco-amareladas na musculatura (BARROS, 2001). Bezerra Junior et al. (2000) também observaram hemorragias petequiais e sufusões no epicárdio, hidropericárdio e edema gelatinoso e translúcido entre as fáscias musculares em equinos intoxicados experimentalmente. Os principais músculos acometidos foram: quadríceps femoral, adutor, pectíneo, grácil, semimembranoso, supra-espinhal, subescapular e braquicefálico; entretanto, equinos que morrem de forma aguda podem não apresentar lesões macroscópicas (MACLEARY, 2004).  Edema subcutâneo, efusões pleural, pericárdica e peritoneal, edema pulmonar e congestão hepática podem ser observados quando há insuficiência cardíaca associada à intoxicação crônica (MUYLLE et al., 1981). Os achados microscópicos observados à avaliação histopatológica incluem lesões degenerativas e necróticas dos músculos esqueléticos e cardíacos. Estas lesões consistem em tumefação, necrose hialina, necrose flocular e lise das miofibrilas. Processos regenerativos e de fibrose podem ser observados em casos crônicos, principalmente, no miocárdio (BARROS, 2001). Lesão hepática também tem sido observada, a qual pode ocorrer devido a metabolização do ionóforo no fígado e excreção biliar com eliminação dos metabólitos pelas fezes. A excreção urinária não ocorre, entretanto, nefrose tubular também tem sido descrita em casos de intoxicação por ionóforos em equinos (BORGES et al., 2001). Diagnóstico da intoxicação por ionóforos em equinos O diagnóstico de intoxicação por ionóforos pode ser estabelecido de maneira presuntiva com base no histórico, sinais clínicos, achados laboratoriais e lesões macroscópicas e microscópicas (BARROS, 2001; BORGES et al., 2001). A confirmação do diagnóstico deve ser realizada pelo exame cromatográfico, visando a determinação qualitativa (ionóforo específico) e quantitativa do ionóforo presente na ração que estava sendo consumida pelo animal (BARROS, 2001; PLUMLEE, 2009). O conteúdo gástrico retirado por sonda nasogástrica também pode ser analisado para determinação da presença de ionóforos (BARROS, 2001). O diagnóstico diferencial deve ser realizado para doenças que causam miopatia e/ou cardiomiopatia (NOGUEIRA; FRANÇA; PEIXOTO, 2009). Estas enfermidades em equinos incluem rabdomiólise por esforço, miopatia nutricional (deficiência de vitamina E e selênio) e intoxicação por Senna occidentalis (sinonímia Cassia occidentalis). Clinicamente a intoxicação por ionóforos pode ser confundida com cólica, laminite e paralisia periódica hiperpotassêmica (BEZERRA JUNIOR et al., 2000; HOVDA; BENSON; POPPENGA, 2021). Tratamento e prevenção da intoxicação por ionóforos em equinos Não existem antídotos para os quadros de intoxicação por ionóforos (PLUMLEE, 2009); dessa forma, protocolos de tratamento de suporte devem ser instituídos baseados na terapia com fluidos isotônicos poliônicos (BORGES et al., 2001). As concentrações de eletrólitos séricos devem ser monitoradas, sendo as soluções ajustadas e administradas de acordo com a necessidade do animal (PLUMLEE, 2009). Como medida inicial, o fornecimento do alimento suspeito deve ser imediatamente suspenso (BARROS, 2001) e a administração de óleo mineral ou carvão ativado pode ser realizada para diminuir a absorção do ionóforo (PLUMLEE, 2009). Além disso, recomenda-se repouso absoluto durante o tratamento, visto que o exercício pode agravar o quadro clínico ou mesmo provocar sintomatologia clínica em animais assintomáticos (BORGES et al., 2001). Nos casos de intoxicação crônica caracterizada por insuficiência cardíaca, a utilização de glicosídeos digitálicos como a digoxina devem ser evitados, visto que podem atuar de maneira sinérgica com a monensina, resultando em lesão cardíaca grave e irreversível (MACLEARY, 2004). A prevenção da intoxicação de equinos por ionóforos deve ser preconizada, visando reduzir a exposição de tais animais a alimentos que contenham ionóforos em sua composição. Medidas de prevenção devem incluir a aquisição de rações de boa qualidade e procedência, e medidas que visem prevenir o consumo acidental (BORGES et al., 2001), como, por exemplo, evitar o uso de suplementos que contenham ionóforos para bovinos que compartilham do mesmo ambiente que os equinos (HOVDA; BENSON; POPPENGA, 2021).  Conclusão A intoxicação por ionóforos pode ocorrer em diversas espécies animais, no entanto, a espécie equina é especialmente sensível. Considerando que não existe tratamento específico para os quadros de intoxicação por ionóforos, a prevenção deve ser preconizada de modo a evitar exposição de equinos a alimentos que contenham ionóforos, especialmente nas criações em que bovinos e equinos compartilham do mesmo ambiente. </CorpoDoTexto><Referencias>Referências A AMEND, J. F. et al. Equine monensin toxicosis: some experimental clinicopathologic observations. Compendium on Continuing Education, n. 2, p. 173 -183, 1980. RAÚJO, J. S. 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