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<Root><CabeçarioPG1>mv&amp;z</CabeçarioPG1><CabeçarioPG1>ISSN 2596-1306 Versão on-line</CabeçarioPG1><Matéria><Titulo>COMPORTAMENTO DA GLICEMIA EM DOIS DIFERENTES PERÍODOS DE JEJUM ALIMENTAR PRÉ-ANESTÉSICO EM CÃES Blood glucose behavior in two different periods of preanesthetic food fasting in dogs </Titulo><Autores>Endyara Bruna Souza*, Teresinha Luiza Martins, Renata Ramos Rodrigues *Autor Correspondente: Endyara Bruna Souza. Rua Braga, 202, Vila Lusitânia,  São Bernardo do Campo, SP, Brasil. CEP: 09725-160.  E-mail: endy.bsouza@gmail.com  </Autores><ComoCitar>Como citar: SOUZA, E. B.; MARTINS, T. L.; RODRIGUES, R. R. Comportamento da glicemia em dois diferentes períodos de jejum alimentar pré-anestésico em cães.  Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 21, e38389, 2023. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v21.38389. Cite as: SOUZA, E. B.; MARTINS, T. L.; RODRIGUES, R. R. Blood glucose behavior in two different periods of preanesthetic food fasting in dogs.  Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP, São Paulo, v. 21, e38389, 2023. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v21.38389. </ComoCitar><Resumo>Resumo  O jejum pré-anestésico de cães é de suma importância, pois com ele podem ser evitados problemas antes, durante e após o procedimento cirúrgico. Como o animal encontra-se em uma posição jacente, o jejum inadequado pode ocasionar refluxo, que pode levar a uma broncoaspiração e esofagite, causando complicações pós-cirúrgicas, como: apatia, pneumonia, regurgitação, êmese, disfagia e emagrecimento. Um dos carboidratos fundamentais no jejum é a glicose, que tem como função básica o fornecimento de energia. Para que o procedimento aconteça de forma equilibrada, a mensuração da concentração de glicose é indispensável, pois a identificação de um animal hiperglicêmico ou hipoglicêmico possibilita o diagnóstico precoce de inúmeras morbidades, além de atuar diretamente na terapêutica. O ideal é que o cão esteja com os níveis glicêmicos adequados (60 a 120 mg/dL), dessa forma, evita-se a ocorrência de adversidades.  Palavras-chave: Jejum. Anestesia. Glicemia. Glicose. Cães.  Abstract Pre-anesthetic fasting of dogs is of paramount importance, because with it it is possible the avoidance of some problems before, during and after the surgery procedure. Since the animal is in a recumbent position, inadequate fasting can cause reflux, which can lead to bronchoaspiration and esophagitis, causing post-surgical complications, such as: apathy, pneumonia, regurgitation, emesis, dysphagia and slimming. One of the fundamental carbohydrates in fasting is glucose, because its basic function is to provide energy. For the procedure to happen in a balanced way, the measurement of glucose concentration is essential, since identifying a hyperglycemic or hypoglycemic animal helps the early diagnosis of numerous morbidities, in addition to acting directly in the therapy. The ideal is that the dog has adequate glycemic levels (60 to 120 mg/dL), thus avoiding possible adversities. Keywords: Fasting. Anesthesia. Glycemia. Glucose. Dogs. </Resumo><CorpoDoTexto>Introdução  O jejum hídrico e alimentar pré-anestésico é uma prática destinada a garantir que o estômago esteja vazio no período transoperatório, para impedir o refluxo de alimentos ou líquidos, minimizando complicações como a bronca aspiração e a esofagite.   O tempo de determinação do jejum alimentar pré-anestésico de cães ainda é controverso, podendo variar de 12 a quatro horas (AMBRÓSIO, 2002; FUTEMA, 2002; GRUBB et al., 2020; HALL; CLARKE; TRIM 2001; MASSONE, 2003), o que pode resultar em grande impacto negativo na glicemia sérica. Dessa forma, o monitoramento dos níveis glicêmicos é necessário para prevenir e tratar complicações decorrentes, principalmente da hipoglicemia, definida como uma concentração de glicose no sangue de cães inferior a 3,3 mmol/L (60 mg/dL) (IDOWU; HEADING, 2018).  Estados de hipoglicemia no perioperatório podem ocasionar aumento do período de recuperação pós-anestésica, convulsões e tremores musculares dentre outras complicações, principalmente quando o cão apresenta doença concomitante que afete a homeostase da glicose como diabetes mellitus, pancreatite, insulinoma, doenças hepatobiliares, hiperadrenocorticismo, hipoadrenocorticismo, feocromocitoma e shunt porto sistêmico (KOENIG, 2009).  O presente estudo avaliou a variação da glicemia em cães submetidos ao jejum alimentar por oito e 12 horas no período pré-operatório.  Revisão de literatura  A glicose é um carboidrato monossacarídeo, que constitui a principal fonte de energia para os animais (FERREIRA et al., 2013). A sua disponibilidade no organismo é derivada de três fontes:  absorção intestinal a partir da digestão de carboidratos ingeridos;  dissolução do glicogênio (a forma de armazenamento de glicose) via glicogenólise predominantemente no fígado, mas também no músculo; síntese de glicose (gliconeogênese), principalmente pelo fígado (KOENIG, 2009).  Os dois últimos mecanismos são, parcialmente, controlados pela ação de dois potentes hormônios glicorreguladores produzidos no pâncreas, a insulina e o glucagon (ARONOFF et al., 2004). Quando ocorre uma disfunção nas células produtoras de insulina, o excesso ou a deficiência deste hormônio pode acontecer, causando síndromes hiper ou hipoglicemiantes (NELSON, 2015). O cão é considerado como hiperglicêmico quando a sua concentração de glicose no sangue é maior que 130mg/dL e hipoglicêmico quando menor que 60mg/dL (SERÔDIO; CARVALHO; MACHADO, 2008).  Durante a privação alimentar, a energia do organismo dos cães é obtida dos estoques endógenos, sob a influência de mudanças endócrinas. Os animais utilizam diferentes proporções do estoque corpóreo de carboidratos, gordura e proteína para manter os níveis glicêmicos durante o jejum, a fim de manter as funções vitais pelo maior tempo possível (REMILLARD, 2000). O fígado, o músculo esquelético e cardíaco, a gordura e o cérebro são estruturas orgânicas que contribuem para a manutenção de níveis normais de glicose no sangue (SHARABI et al., 2015) e quando os níveis de glicose séricos diminuem, os níveis de insulina são suprimidos e o glucagon é secretado em resposta às catecolaminas e glicocorticóides para promover a produção hepática de glicose e manter a homeostase (SHARABI et al., 2015). As ações do glucagon e da epinefrina são fisiologicamente contrárias às da insulina e, portanto, esses hormônios promovem a glicogenólise, a gliconeogênese, inibem a secreção de insulina e limitam a captação periférica de glicose pelos tecidos (KOENIG, 2009).  Embora a hipoglicemia clínico-patológica nos cães seja diagnosticada por um nível de glicose no sangue inferior a 3,3 mmol/L (&lt; 60 mg/dL), os sinais clínicos, geralmente, não se manifestam até que a concentração de glicose no sangue seja menor que 2,2 mmol/L a 2,8 mmol/L (&lt; 40 mg/dL /dL a 50 mg/dL) (KOENIG, 2009; NELSON, 2014).  Fisiologicamente, a hipoglicemia duradoura nos cães resultará na diminuição da disponibilidade de glicose para tecidos em que a captação de glicose é dependente da concentração (LACHERADE; JACQUEMINET; PREISER, 2009).  A glicemia normal de cães jovens sadios e em jejum é mantida pela glicogenólise hepática. Todavia, as reservas de glicogênio hepático em neonatos são muito baixas e decrescem rapidamente durante o jejum, com isso, é de suma importância que o jejum alimentar não ultrapasse seis horas e o hídrico, duas horas (PRATS, 2005). Já nos cães idosos, deve-se investigar doenças que interfiram na manutenção da homeostase glicêmica. Diante de alguma doença pré-existente, o direcionamento para um jejum adequado será realizado, caso contrário, o jejum alimentar pode variar de 12 a 6h (GRUBB et al., 2020).  As manifestações clínicas podem ser inespecíficas, contudo, alteração mental e comportamental, convulsões, síncopes, espasmos musculares/fasciculações, sonolência, intolerância ao exercício, tremores musculares, colapso, ataxia, fraqueza e visão prejudicada são muito prevalentes (NELSON, 2014). Assim, a apresentação clínica de um cão hipoglicêmico é variável e depende da causa latente, do grau de hipoglicemia, da taxa de declínio da glicose, da duração da hipoglicemia e da competência dos mecanismos hormonais contrarreguladores (KOENIG, 2009).  Metodologia Foram selecionados 80 cães hígidos, com classificação de escore de risco anestésico ASA I a II, conforme a American Society of Anesthesiologists, de diferentes raças, idades e sexo, atendidos para procedimento cirúrgico-anestésico, no período de março a setembro de 2022. Os animais foram submetidos a diversos procedimentos cirúrgicos, e divididos em dois diferentes grupos, conforme o regime de jejum alimentar, como descrito a seguir:  Grupo 8H: 40 cães submetidos a oito horas de jejum alimentar e quatro horas de hídrico. Grupo 12H: 40 cães submetidos a 12 horas de jejum alimentar e quatro horas de hídrico.  A glicemia foi avaliada por meio de sangue colhido no momento da cateterização do acesso venoso nas veias cefálicas direita ou esquerda, colhendo-se uma gota de sangue do animal. Foram utilizados cateteres intravenosos 20G, 22G e 24G da Nipro® (Safelet) de acordo com o porte do paciente. O aparelho utilizado foi o glicosímetro G-Tech Lite®.  Antes da cateterização todos os animais receberam pela via intramuscular a medicação pré-anestésica (MPA), os fármacos utilizados variaram entre opióides, dentre eles: tramadol (3 mg/kg); metadona (0,2 mg/kg) e petidina (4 mg/kg), sedativo: acepromazina (0,02 mg/kg) e dissociativo: cetamina (0,5 - 1 mg/kg) e suas combinações, com o intuito de minimizar o estresse. Imediatamente após a cateterização, o sangue mantido na agulha do cateter foi depositado na fita de leitura do glicosímetro já introduzida no aparelho, fornecendo o resultado em apenas cinco segundos. Foram adotados valores de referência de glicemia em cães de 60 a 120 mg/dL (KANEKO; HARVEY; BRUSS, 2008). Os resultados obtidos foram expressos em porcentagens e também foi apresentada a média e desvio padrão dos valores obtidos. Esses valores foram avaliados pelo software estatístico GraphPad Prism 8. A distribuição normal dos dados foi analisada por meio do teste D’Agostino e Pearson. A comparação entre os grupos 8H e 12H foi realizada com o emprego do teste t para amostras paramétricas e não pareadas. O grau de significância para os testes foi estabelecido como 5% (p&lt;0,05).  Resultados  Este estudo avaliou a glicemia de 80 cães, dos quais 40 do grupo oito horas de jejum e 40 do grupo 12 horas de jejum.	 A raça predominante nos grupos foi o shih tzu com 13 (16,25%) pacientes, mas não superiores àqueles sem raça definida (SRD) de diferentes pesos com 23 (28,75%) dos cães. Outras raças de pequeno porte como lhasa apso com 7 (8,75%), spitz alemão com 5 (6,25%) e yorkshire terrier com 4 (5%) tiveram expressão importante, sendo observado presença de raças de médio e grande porte, como golden retriever com 4 (5%), pitbull com 1 (1,25%) e labrador com 1 (1,25%).  A cirurgia predominante nos grupos estudados foi a ovariohisterectomia (OSH) com 19 (23,75%) dos casos, seguida da orquiectomia e do tratamento periodontal (TP), ambos com 18 (22,5%) casos.  A faixa etária observada nos animais do grupo 8H foi de 6 meses a 144 meses, nos animais pediátricos e idosos, a glicemia variou de 78 a 113 mg/dL e de 64 a 100mg/dL, respectivamente. Os níveis glicêmicos no grupo 8H variaram de 64 a 113 mg/dL (média ± desvio padrão = 90,425 ± 11,70), em porcentagem.  Tabela 1 – Valores glicêmicos pré-anestésicos de cães do grupo jejum prévio de oito horas, expressos em mg/dL <table frame="topbot">
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</table>  Fonte: Souza, Martins e Rodrigues (2022).  Gráfico 1 – Valores glicêmicos pré-anestésicos de cães do grupo jejum prévio de oito horas, expressos em mg/dL   Fonte: Souza, Martins e Rodrigues (2022). A faixa etária observada nos animais do grupo 12H foi de 6 meses a 180 meses, sendo que em animais pediátricos e idosos, a glicemia observada variou de 85 a 111 mg/dL e de 59 a 107mg/dL, respectivamente. Os níveis glicêmicos no grupo 12H variaram de 58 a 111 mg/dL (média ± desvio padrão = 88,333 ± 13,58), em porcentagem.  Tabela 2 – Valores glicêmicos pré-anestésicos de cães do grupo jejum prévio de 12 horas, expressos em mg/dL <table frame="topbot">
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<entry colsep="0" align="left" valign="top">	Cão	11</entry>
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</tgroup>
</table>  Fonte: Souza, Martins e Rodrigues (2022).  Gráfico 2 – Valores glicêmicos pré-anestésicos de cães do grupo jejum prévio de 12 horas, expressos em mg/dL   Fonte: Souza, Martins e Rodrigues (2022). A comparação estatística dos valores de glicemia obtidos nos dois grupos estudados (8H e 12H) não mostrou diferença significativa (p=0,4611).  Discussão  A mensuração da glicose sanguínea é um método diagnóstico que deve ser implementado como parte do exame clínico de rotina em todos os pacientes previamente a anestesia, especialmente nos animais pediátricos e idosos, nos quais distúrbios de glicose, como a hipoglicemia, podem causar complicações orgânicas importantes (FARIA, 2007; SANTOS et al., 2008). A hipoglicemia de cães pode ser uma consequência importante do jejum alimentar preconizado na preparação para procedimentos cirúrgicos, especialmente para esses pacientes, contudo nesse estudo não foram observadas diferenças significativas de variações relacionadas à hipoglicemia nos animais, com relação ao regime de horas de jejum alimentar, contrariando recomendações atuais (GRUBB et al., 2020) sobre a recomendação de promover jejum alimentar de quatro a seis horas pré-operatória em animais hígidos, mas vale salientar que a mesma publicação recomenda jejum alimentar de, no máximo, duas horas em pacientes menores de oito semanas ou 2 kg, contudo essa faixa etária não foi contemplada no presente trabalho.  Os extremos de faixa etária, pediátricos e idosos, podem predispor a descompensações importantes em decorrência de jejum alimentar (GRUBB et al., 2020). Nos idosos a insuficiência hepática, neoplasia das células β (beta) do pâncreas e hipoadrenocorticismo, estão entre os principais fatores desencadeantes da hipoglicemia (BAGLEY; WHEELER, 2001). Na ausência de mecanismos compensatórios normais, a hipoglicemia pode ocorrer em um neonato dentro de duas a três horas após a diminuição da ingestão alimentar (HARMON, 2016). No presente trabalho os animais de até um ano de idade e a partir dos sete anos de idade não apresentaram valores de glicemia inferiores a 60mg/dL, com exceção de um único animal de 12 anos, submetido ao jejum alimentar de 12 horas que apresentou glicemia de 59 mg/dL.   Cães de porte toy e miniaturas, neonatos e pediátricos, apresentam risco aumentado de desenvolver hipoglicemia, devido ao seu baixo índice de massa corporal (NELSON, 2002), contudo no presente trabalho, embora grande parte dos cães fossem de raças pequenas, valores de glicemia menores que 60mg/dL foram observados em animais de grande porte, dos quais um era da raça golden retriever.  Faria, Araújo e Soto-Blanco (2005) avaliaram 20 cães adultos (1 a 6 anos), 22 cães idosos (a partir de 8 anos) e verificaram que uma média de 16 adultos e 13 idosos apresentaram hipoglicemia após 12 horas de jejum alimentar. O que contraria os achados do presente trabalho onde não houve hipoglicemia importante relacionadas às faixas etárias nos 2 grupos de jejum avaliados, que variam de 6 meses a 15 anos, o que concorda com os resultados obtidos por Nogueira et al. (2003) que avaliaram 31 cães (6 meses a 5 anos) em diferentes momentos de jejum pré-anestésico (Grupo 1: seis a oito horas; Grupo 2: 12 a 14 horas e Grupo 3: acima de 16 horas) e não encontrando alterações significativas nos valores glicêmicos dos pacientes. Concordando também com Guimarães et al. (2007) que avaliaram oito cães adultos após 12, 18 e 24 horas de jejum e constataram que os valores glicêmicos também permaneceram dentro dos valores normais e com Ferreira et al. (2013) que também não observaram alterações nas glicemias dos 20 cães (2 a 9 anos) submetidos a 12 horas de jejum.    A despeito de no presente trabalho não ter sido observado impacto negativo na glicemia de cães submetidos a regimes de jejum alimentar de oito ou 12 horas, ainda há controversas com relação ao tempo de jejum alimentar e, principalmente, em animais pediátricos e idosos, sendo importante também serem consideradas doenças concomitantes como Diabetes Mellitus que pode impactar negativamente o controle glicêmico. O controle glicêmico deve ser realizado no período perioperatório, estabelecendo dessa forma protocolos seguros de jejum alimentar em animais de diferentes faixas etárias e estados de saúde. Considerações finais  O presente trabalho não registrou impacto negativo na glicemia de cães submetidos a regimes de jejum alimentar de oito ou 12 horas, independentemente de raça, idade ou sexo.  </CorpoDoTexto><Referencias>Referências AMBRÓSIO, A. M. 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