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<Root><CabeçarioPG1>mv&amp;z</CabeçarioPG1><CabeçarioPG1>ISSN 2596-1306 Versão on-line</CabeçarioPG1><Matéria><Titulo>MICROBIOTA INTESTINAL NO EXCESSO DE PESO E NO ESQUELETO DE CÃES: revisão de literatura  Intestinal microbiota in overweight and on the skeleton of dogs: literature review </Titulo><Autores>Ronald Glanzmann*, Fernanda Gabrielli Glanzmann, Andrigo Barboza de Nardi, Lizandra Amoroso, Larissa Rodrigues Marchini, Jordania Oliveira Silva *Autor Correspondente: Ronald Glanzmann, Rua Imperador Nero, 485, Americana,  SP, Brasil. CEP: 14.479-810. E-mail: ronald.glanzmann@unesp.br </Autores><ComoCitar>Como citar: GLANZMANN, R. et al. Microbiota intestinal no excesso de peso e no esqueleto de cães: revisão de literatura. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 21, e38411, 2023. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v21.38411. Cite as: GLANZMANN, R. et al. Intestinal microbiota in overweight and on the skeleton of dogs: literature review. Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP, São Paulo, v. 21, e38411, 2023. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v21.38411. </ComoCitar><Resumo>Resumo  A microbiota intestinal realiza a homeostase e a regulação de diversos mecanismos fisiológicos, e está associada a múltiplos órgãos e sistemas. Sabe-se que o desequilíbrio da microbiota, denominado disbiose, acarreta e liberação de metabólitos e fatores inflamatórios, que resulta em quadros de obesidade e enfermidades do sistema esquelético em humanos e roedores. Porém, há poucos estudos sobre essa temática nos cães. Assim sendo, esta revisão de literatura pretende destacar a influência da microbiota intestinal no excesso de peso e no sistema esquelético em cães, com o propósito de colaborar com pesquisas futuras e contribuir para melhoria da conduta clínica dos médicos-veterinários.  Palavras-chave: Caninos. Doenças Osteoarticulares. Intestino. Obesidade. Abstract The intestinal microbiota consists of many microorganisms such as bacteria, fungi, protozoans and viruses. It plays an important role in homeostasis and in regulating various physiological mechanisms, being directly and indirectly associated with several organs and systems. It is proven that in humans and mice the imbalance in this medium, known as dysbiosis leads to the release of metabolites and inflammatory factors, which translates into the emergence of diseases such as obesity and skeletal pathology, but there’s always a lack of studies on the subject of dogs hence, this literature review aims to analyze the influence of the intestinal microbiota on overweight and skeletal system in dogs to collaborate on future research and contribute to the selection of veterinary resolutions. Keywords: Canines. Osteoarticular Diseases. Intestine. Obesity. </Resumo><CorpoDoTexto>Introdução O corpo humano é colonizado por numerosas e variadas populações de microrganismos como bactérias, vírus, fungos, protozoários, que integram a microbiota humana (SOMMER; BÄCKHED, 2013). A maior parte de tais microrganismos se localiza no trato gastrintestinal, compondo a microbiota intestinal, que recobre a superfície da mucosa de seu hospedeiro (CHEN et al., 2017). A microbiota intestinal está direta e indiretamente associada a numerosos sistemas e órgãos como cérebro, fígado, ossos, sistema cardiovascular e é fundamental para a saúde (ZHANG et al., 2015).  Em humanos e roedores, sabe-se que a microbiota intestinal pode influenciar órgãos distantes a partir de três mecanismos principais, como a regulação nutricional e absorção de vitaminas (regulação do sistema imune), além do carreamento de bactérias através da barreira endotelial para o sangue (HERNANDEZ, 2017).  Além da importância na manutenção da homeostase, a microbiota intestinal é responsável pela regulação de diversos mecanismos fisiológicos, como a produção de vitaminas, digestão de fibras complexas, funcionamento fisiológico do intestino e também impede a multiplicação de bactérias, potencialmente, patogênicas (CHEN et al., 2017; HONNEFFER; MINAMOTO; SUCHODOLSKI, 2017). É rapidamente adaptável ao seu hospedeiro ao decorrer da vida e possui a notável capacidade de se moldar às modificações ambientais como, por exemplo, em mudanças alimentares (MILLS et al., 2019; MUEGGE et al., 2011). Em humanos, a constituição da microbiota intestinal na idade adulta é relativamente constante, porém alguns fatores como genética, dieta, idade, imunidade do hospedeiro e medicamentos podem modificá-la (CHEN et al., 2017).  A disbiose, desiquilíbrio da microbiota intestinal, pode ter origens variadas e ser caracterizada, com o predomínio de bactérias potencialmente patogênicas sobre as benéficas, o que resulta em desordens negativas para o hospedeiro, como enfermidades agudas ou crônicas, que não se limitam ao sistema gastrintestinal (SUCHODOLSKI, 2016). Em humanos, as alterações da microbiota intestinal estão relacionadas com desenvolvimento da obesidade, síndrome do intestino irritável e doença de Parkinson (CHEN et al., 2017).  A disbiose intestinal ocasiona a liberação de vários metabólitos e fatores inflamatórios (CINTIO et al., 2020), e por esta razão, nos últimos anos, a associação entre a disbiose com o aparecimento de doenças inflamatórias intestinais em cães tem sido investigada (ALSHAWAQFEH et al., 2017; SUCHODOLSKI  et al., 2012). Tanprasertsuk et al. (2021) analisaram a microbiota de cães saudáveis após a suplementação com um composto simbiótico (probiótico e prebióticos), contendo dentre os microrganismos L. reuteri, L. acidophilus, L. fermentum, L. rhamnosus, P. acidilactici, E. faecium e B. animalis, por quatro semanas, e comprovaram que a suplementação impactou positivamente, a curto prazo, a microbiota intestinal. Ademais, o uso de probióticos foi capaz de modificar a estrutura da microbiota intestinal de cães idosos, aumentar as bactérias benéficas como algumas espécies de Lactobacillus e Faecalibacterium prausnitzii e diminuir bactérias potencialmente maléficas, promovendo a melhora da saúde do hospedeiro, aumentando a sua imunidade, e intensificando a secreção de anticorpos e citocinas pela regulação da microbiota intestinal dos animais (XU et al., 2019).  Nos cães, a obesidade está associada ao aparecimento de enfermidades secundárias, como é o caso das alterações no sistema esquelético, do sistema urinário e resistência à insulina, além disto, tal enfermidade parece estar relacionada com alterações na composição da microbiota intestinal (APPER et al., 2020).  Szychlinska et al. (2019) observaram em seres humanos o papel da síndrome metabólica na indução ou piora de danos articulares e aventaram a relação entre alterações do sistema esquelético, com a inflamação sistêmica crônica de baixo grau causada pela disbiose.  Desta maneira, a presente revisão bibliográfica tem por objetivo realizar uma análise crítica a respeito da influência da microbiota intestinal no excesso de peso corporal e no esqueleto de caninos.  Microbiota intestinal e o excesso de peso em cães A obesidade é uma enfermidade inflamatória crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que resulta em prejuízos à saúde de cães e gatos, com a diminuição da expectativa de vida (GERMAN, 2010; KEALY et al., 2002). Porsani et al. (2020) referem que os cães que possuem peso corporal com intervalo entre 15 e 30% superior ao ideal são considerados em sobrepeso e aqueles que ultrapassam 30% do ideal, são obesos. De fato, a obesidade canina é reconhecidamente uma enfermidade de caráter epidémico, visto que, tanto os países desenvolvidos como os subdesenvolvidos são afetados, tendo como fatores primários a genética, raça, idade, alterações hormonais e causas adquiridas, como castração, sedentarismo, medicamentos e o consumo exacerbado de alimentos (CARCIOFI et al., 2005). Contudo, algumas alterações secundárias no sistema digestório, imune, respiratório, cardiovascular e osteoarticular podem surgir em decorrência da obesidade (FEITOSA et al., 2015).  A produção e a regulação de adipocinas estão frequentemente alteradas nos cenários de obesidade, por esta razão, tal enfermidade também pode ser conceituada como uma condição inflamatória, pois os animais acometidos apresentam alterações nas concentrações de fatores pró-inflamatórios como as interleucinas 6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral alfa (LINDER; MUELLER, 2014). A obesidade também é uma condição associada aos fatores raciais e genéticos, pois cães das raças labrador retriever e flat-coat retriever apresentam uma mutação no gene pró-opiomelanocortina que proporciona maior peso corporal (RAFFAN et al., 2016). Kealy et al. (2002) ressaltam que, nos cães, há uma série de motivos que corroboram para o ganho de peso e a dificuldade em sua perda, abrangendo o manejo nutricional e alimentar, genética e a microbiota intestinal. Contudo, nos caninos e nos roedores, a obesidade está relacionada a mudanças na microbiota intestinal, em que a sua constituição é afetada pelo sexo, idade, raça e gordura corporal (BRUNETTO, 2010). A microbiota intestinal está associada à regulação do eixo cérebro-intestino, em que o hipotálamo e o tronco cerebral são responsáveis pela regulação do apetite, e também é capaz de estimular os neurônios vagais sensoriais, essenciais para a transmissão de informações sobre o conteúdo luminal gastrointestinal, na motilidade e no comportamento alimentar (PARK et al., 2015). Park et al. (2015) analisaram a associação entre a obesidade e a microbiota intestinal em cães da raça beagle e concluíram que a diversidade microbiana nos animais obesos foi menor quando comparada aos animais não obesos, em que os microrganismos do filo Firmicutes predominaram (85%) na microbiota intestinal de cães magros, e as bactérias do filo Proteobacteria (76%) na microbiota dos animais obesos. Destacaram ainda que o enriquecimento da microbiota intestinal com bactérias gram-negativas pode promover o aumento de lipolissacarídeos que podem estar associados ao estado de inflamação crônica presente nos cães obesos.  Parséus et al. (2017) investigaram, em roedores, a influência da microbiota intestinal na modulação da obesidade, nos ácidos biliares e na sinalização aos receptores farnesóides X (FXR) e constataram que a microbiota intestinal impulsionou a obesidade, induzida pela dieta, com alterações na sinalização de receptores, sugerindo que o FXR participa do aumento da adiposidade.  Kieler et al. (2017) investigaram durante 12 semanas a relação entre exercício físico, perda de peso e a composição da microbiota intestinal em 18 cães obesos. Todos os cães receberam dieta comercial com alto teor de fibra e proteína bruta e, além da mudança na dieta, também foram submetidos à prática de atividade física. Concluíram que a microbiota intestinal não foi alterada com a prática de atividade física e que a abundância das bactérias do gênero Megamonas estava, negativamente, associada com a perda de peso. Com independência do exercício, o valor de Ruminococcaceae foi menor nos animais que apresentaram rápida taxa de perda de peso frente aos animais com perda de peso mais lenta, As concentrações de ácido acético e propiônico, ambos produzidos pelas bactérias do gênero Megamonas e da família Ruminococcaceae, foram menores nos animais com taxa de perda de peso mais rápida e, com isto, os autores concluíram que a alta produção de ácidos graxos de cadeia curta na microbiota intestinal influenciou, negativamente, a taxa de perda de peso nos cães obesos.  Microbiota intestinal e sistema esquelético  A osteoartrite é uma enfermidade crônica que pode ocasionar a degradação da cartilagem e do osso, bem como promover o aumento anômalo do tecido ósseo, ou seja, de osteófitos e inflamação da membrana sinovial, ocasionando dor, inflexibilidade e até perda de função das articulações (AYRAL et al., 2005; KRAUS et al., 2016). A etiologia da osteoartrite é multifatorial e está relacionada com a genética, idade, fatores mecânicos, sexo, estilo de vida, condição corporal e excesso de peso corporal (KRAUS et al., 2016).  A osteoaertrite é considerada como a enfermidade articular mais diagnosticada em humanos e na Medicina Veterinária (FELSON et al., 2000; MELE, 2007). Szychlinska et al. (2019) destacaram a existência de associação entre a microbiota intestinal com doenças autoimunes, como artrite rematoide e doença celíaca, além de osteoartrites, esclerose múltipla e espondiloartrites.  Cintio et al. (2020) destacaram que quando há o quadro de disbiose, todo o organismo é afetado, pois são produzidos diversos metabólitos inflamatórios e, consequentemente, o distúrbio também está relacionado com o aparecimento de doenças articulares em cães. Di Stefano et al. (2001) ressaltaram que, em humanos, os primeiros indícios da associação da microbiota intestinal com o metabolismo ósseo são representados pela diminuição da densidade mineral óssea que foi correlacionada com o aumento do crescimento bacteriano intestinal e que a perda óssea, na coluna lombar e na cabeça do fêmur, estava associada ao crescimento exacerbado de bactérias intestinais, que constituem um risco na osteopenia e osteoporose. Sjögren et al. (2012) salientaram que, em roedores, o crescimento bacteriano da microbiota intestinal pode estar associado à má absorção de elementos fundamentais para o funcionamento adequado do sistema ósseo, como cálcio, carboidratos, vitamina K e vitamina B.  Li et al. (2016) destacaram que a microbiota intestinal é importante para as respostas a situações patológicas do esqueleto, como na deficiência de estrógeno e glicocorticoides em casos de perda óssea. Schepper et al. (2019) e Yan et al. (2016) observaram, em roedores, que a terapia com antibiótico de amplo espectro aumenta a densidade óssea e, em contrapartida, a recolonização bacteriana no pós-tratamento com antibiótico ocasiona perda óssea. Isto se deve à redução do IGF-1, que dificulta a formação óssea e promove o aumento da reabsorção óssea devido ao estimulo de células imunitárias intestinais pela microbiota intestinal, com migração subsequente para a medula óssea. Sjögren et al. (2012), utilizando roedores nascidos e criados em condições estéreis como modelo biológico para o estudo da influência da microbiota intestinal na fisiologia do hospedeiro, constataram que roedores fêmeas germ-free de sete semanas de idade, criadas em condição estéril, apresentaram diminuição da densidade mineral óssea e redução do número de osteoclastos, quando comparada aos animais criados em condições habituais. Ressaltaram ainda que os animais germ-free livres de microrganismos, como microbiota intestinal, tiveram redução da massa óssea, sinalizando que a ausência da microbiota intestinal pode ser responsável pela ascensão da densidade mineral óssea nos animais livres de microrganismos. Fischer (2015) investigou as diferenças na microbiota fecal entre animais magros e obesos e se a castração ou a perda de peso estavam relacionadas com mudanças na população microbiana. As amostras fecais foram analisadas e foi constatado que o filo Bacteroidetes (P&lt;0,001) foi mais observado em cães obesos que nos magros; já para o filo Firmicutes, não houve diferença estatística entre os grupos (P&gt;0,05). Após a perda de peso, a abundância de Bacterioidetes permaneceu inalterada. Analisando os parâmetros sanguíneos relacionados com a microbiota fecal, constatou que, com a perda de peso, houve a reversão de alguns efeitos da obesidade por um período, mas não em todos os animais. Macedo (2020) observou que cães emagrecidos possuem uma maior biodiversidade da composição  da microbiota intestinal com maior abundância de Actiobacteria, Firmicutes e Dorea e menor de Faecalibacterium, constatando a existência de uma diferença na microbiota fecal de cães obesos com cães em escore de condição corporal ideal. Cintio et al. (2020) avaliaram a relação entre a microbiota intestinal e a articulação do cotovelo e quadril em quatorze cães diagnosticados com artrite crônica e em treze cães saudáveis. A análise da microbiota fecal demonstrou que a quantidade de bactérias do gênero Megamonas foi superior nos animais com artrite crônica, enquanto as famílias Paraprevotellaceae, Porphyromonadaceae e Mogibacteriaceae foram, significativamente, menores em comparação com os animais saudáveis, indicando a existência de diferença expressiva na microbiota fecal entre os cães saudáveis e os doentes. Considerações finais A microbiota intestinal determina forte influência no organismo dos cães e sua constituição e ação são impactadas por fatores como dieta, idade, genética e imunidade. A homeostase do organismo é influenciada pela microbiota intestinal, pois a sua atuação não se restringe apenas ao intestino, mas influencia outros sistemas e órgãos. O desequilíbrio da microbiota intestinal, denominado como disbiose, está associado ao aparecimento de diversas enfermidades, como obesidade e afecções ósseas. Diversos estudos têm sido realizados em seres humanos e roedores para analisar a associação entre microbiota intestinal, obesidade e o sistema ósseo, porém nos cães a investigação do tema ainda é escassa.  </CorpoDoTexto><Referencias>Referências AJSLEV, T. A. et al. Stable intergenerational associations of childhood overweight during the development of the obesity epidemic. Obesity, v. 23, n. 6, p. 1279-1287, June 2015. DOI: https://doi.org/10.1002/oby.21060. ALSHAWAQFEH, M. K. et al. A dysbiosis index to assess microbial changes in fecal samples of dogs with chronic inflammatory enteropathy. FEMS Microbiology Ecology, v. 93, n. 11, Nov. 2017. DOI: https://doi.org/10.1093/femsec/fix136. APPER, E. et al. Relationships between gut microbiota, metabolome, body weight, and glucose homeostasis of obese dogs fed with diets differing in prebiotic and protein content. Microorganisms, v. 8, n. 4, p. 513, Apr. 2020. DOI: https://doi.org/10.3390/microorganisms8040513. AYRAL, X. et al. 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