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		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">mvz</journal-id>
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				<journal-title>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Educ. Contin. Med. Vet. Zootec. CRMV-SP (Online)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2596-1306</issn>
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				<publisher-name>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.36440/recmvz.v24.38869</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>MEDICINA VETERINÁRIA</subject>
				</subj-group>
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			<title-group>
				<article-title>LINFANGIECTASIA INTESTINAL SECUNDÁRIA A DESVIO PORTOSSISTÊMICO EM CÃO DA RAÇA BIEWER TERRIER: RELATO DE CASO</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Intestinal lymphangiectasia secondary to portosystemic shunt in a Biewer Terrier dog: case report</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0008-4976-2934</contrib-id>
					<name>
						<surname>Lima</surname>
						<given-names>Mariana Silva de</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
					<xref ref-type="corresp" rid="c1">*</xref>
					<bio>
						<p>Discente, Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Curso de Medicina Veterinária, São Paulo, SP, Brasil.</p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0006-5170-0228</contrib-id>
					<name>
						<surname>Kageyama</surname>
						<given-names>Rebeca Gomes</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Discente, Universidade Nove de Julho (Uninove), Curso de Medicina Veterinária, São Paulo, SP, Brasil.</p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-0506-0075</contrib-id>
					<name>
						<surname>Penido</surname>
						<given-names>Paula Maria Pires do Nascimento</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"><sup>3</sup></xref>
					<bio>
						<p>Docente, Universidade Santo Amaro (Unisa), Curso de Medicina Veterinária, SP, São Paulo, Brasil.</p>
					</bio>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Anhembi Morumbi (UAM), Curso de Medicina Veterinária, São Paulo, SP, Brasil.</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Anhembi Morumbi (UAM)</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Curso de Medicina Veterinária</institution>
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					<city>São Paulo</city>
					<state>SP</state>
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				<country country="BR">Brasil</country>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Nove de Julho (Uninove), Curso de Medicina Veterinária, São Paulo, SP, Brasil.</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Nove de Julho (Uninove)</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Curso de Medicina Veterinária</institution>
				<addr-line>
					<city>São Paulo</city>
					<state>SP</state>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
			</aff>
			<aff id="aff3">
				<label>3</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Santo Amaro (Unisa), Curso de Medicina Veterinária, SP, São Paulo, Brasil.</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Santo Amaro (Unisa)</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Curso de Medicina Veterinária</institution>
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					<state>SP</state>
					<city>São Paulo</city>
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				<country country="BR">Brasil</country>
			</aff>
			<author-notes>
				<corresp id="c1">
					<label>* Autor Correspondente:</label> Mariana Silva de Lima. Universidade Anhembi Morumbi, Rua Dr. Almeida Lima, 1.134, Mooca, São Paulo, SP, Brasil. CEP: 03101-001. E-mail: <email>mariana11.lima04@gmail.com</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="coi-statement" id="fn5">
					<label>Conflitos de interesse:</label>
					<p> Os autores declaram não haver conflito de interesse.</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>25</day>
				<month>05</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<volume>24</volume>
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					<day>23</day>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A linfangiectasia intestinal é caracterizada pela dilatação dos vasos linfáticos da mucosa intestinal, resultando em perda de proteínas para o lúmen gastrointestinal. Embora possa ocorrer de forma primária, é frequentemente observada como manifestação secundária a distúrbios hepáticos crônicos e hipertensão portal. Este artigo apresenta uma introdução dos aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos relacionados à linfangiectasia e desvio portossistêmico em cães, seguida do relato de caso de um cão da raça biewer terrier, macho, de cinco anos, diagnosticado com linfangiectasia intestinal secundária. O paciente apresentava histórico clínico compatível com desvio portossistêmico, efusão pleural e peritoneal, hipoalbuminemia, distúrbios gastrointestinais, hematócrito baixo e sinais neurológicos sugestivos de encefalopatia hepática. O diagnóstico foi confirmado por biópsia intestinal via endoscopia, após extensa investigação clínica e laboratorial. O caso reforça a importância de uma abordagem diagnóstica integrada no manejo da linfangiectasia, especialmente quando associada a comorbidades hepáticas.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Intestinal lymphangiectasia is characterized by dilation of the intestinal mucosal lymphatic vessels, leading to protein loss into the gastrointestinal lumen. Although it may occur primarily, it is often observed as a secondary manifestation of chronic hepatic disorders and portal hypertension. This article provides an overview of the clinical, diagnostic, and therapeutic aspects of lymphangiectasia and portosystemic shunt in dogs, followed by the case report of a five-year-old male Biewer Terrier diagnosed with secondary intestinal lymphangiectasia. The patient presented a clinical history consistent with portosystemic shunt, pleural and peritoneal effusion, hypoalbuminemia, gastrointestinal disturbances, low hematocrit, and neurological signs suggestive of hepatic encephalopathy. The diagnosis was confirmed through intestinal biopsy performed by endoscopy, after extensive clinical and laboratory investigation. This case highlights the importance of an integrated diagnostic approach in the management of lymphangiectasia, particularly when associated with hepatic comorbidities.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Linfangiectasia intestinal</kwd>
				<kwd>desvio portossistêmico</kwd>
				<kwd>encefalopatia hepática</kwd>
				<kwd>efusão pleural</kwd>
				<kwd>cão</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Intestinal lymphangiectasia</kwd>
				<kwd>portosystemic shunt</kwd>
				<kwd>hepatic encephalopathy</kwd>
				<kwd>pleural effusion</kwd>
				<kwd>dog</kwd>
			</kwd-group>
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				<fig-count count="14"/>
				<ref-count count="14"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A linfangiectasia intestinal é uma enteropatia com perdas de proteínas, caracterizada pela dilatação anormal dos vasos linfáticos intestinais, levando à perda de linfa para o lúmen gastrointestinal. Clinicamente, os cães podem apresentar diarreia crônica, efusões em cavidades serosas, hipoalbuminemia, hipocolesterolemia e linfopenia (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Machado, 2023</xref>). Embora possa ocorrer de forma primária, especialmente em raças predispostas, ela é frequentemente observada como consequência de doenças sistêmicas que comprometem o fluxo linfático, como neoplasias, inflamações intestinais graves, hipertensão portal e afecções hepáticas crônicas (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Machado, 2023</xref>).</p>
			<p>O desvio portossistêmico (DPS) é uma anomalia vascular que provoca o desvio do fluxo sanguíneo portal para a circulação sistêmica, evitando a passagem pelo fígado. Essa condição pode ser congênita ou adquirida, sendo frequentemente associada à encefalopatia hepática, alterações hematológicas, litíase urinária, atraso no desenvolvimento e distúrbios gastrointestinais (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Zwingenberger, 2009</xref>). A redução da perfusão hepática favorece o acúmulo de toxinas no organismo, resultando em um quadro clínico progressivo e multifatorial, com apresentações clínicas diversas (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Lamb, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Wallace, 2022</xref>).</p>
			<p>Embora a relação entre o DPS e linfangiectasia intestinal ainda seja pouco explorada e documentada na literatura veterinária, é plausível que as alterações hemodinâmicas hepáticas, associadas à hipertensão portal secundária, provoquem obstrução do retorno linfático intestinal, contribuindo para o desenvolvimento dessa enteropatia (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Machado, 2023</xref>). Nesses casos, o diagnóstico costuma ser desafiador, demandando exames complementares avançados e biópsia endoscópica para confirmação histopatológica (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Jergens; Heilmann, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Allenspach et al., 2007</xref>).</p>
			<p>Objetiva-se, com este relato de caso, apresentar os achados clínicos, diagnóstico e tratamento de suporte realizado em um cão, frente a linfangiectasia intestinal secundária ao DPS. </p>
		</sec>
		<sec sec-type="cases">
			<title>Relato de caso</title>
			<sec>
				<title>Identificação e histórico clínico</title>
				<p>Trata-se de um cão da raça biewer terrier, macho, não castrado, com cinco anos de idade e 6,6 kg. Desde 2020, o paciente apresentou episódios intermitentes de diarreia, emagrecimento progressivo, distensão abdominal e apatia. Com a evolução do quadro, surgiram efusões cavitárias (ascite e, posteriormente, efusão pleural), além da baixa concentração de albumina, redução do colesterol sérico, diminuição dos linfócitos circulantes e alterações hematológicas compatíveis com uma enteropatia com perdas de proteínas.</p>
				<p>Ao longo do ano de 2022 também foram observados sinais neurológicos sugestivos de encefalopatia hepática, incluindo episódios de desorientação, convulsões e alteração de comportamento. O histórico foi agravado por episódios de hematêmese, meteorismo, abdominalgia e inapetência. Exames de imagem e laboratoriais realizados entre o final de 2022 e início do ano de 2023 indicaram alterações hepáticas compatíveis com hipertensão portal e reforçaram a presença de DPS.</p>
				<p>Em março de 2023, o paciente evoluiu com quadro de trombose de veia cava caudal, sendo iniciado tratamento anticoagulante com enoxaparina sódica. Nesse mesmo período, desenvolveu anemia normocítica normocrômica não regenerativa, sendo necessário transfusão sanguínea (concentrado de hemácias) e o uso de eritropoetina sob orientação da equipe de Hematologia. O caso foi avaliado também por uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados em Nefrologia, Neurologista, Cardiologia e Gastroenterologia.</p>
				<p>Em janeiro de 2024, o paciente apresentou litíase na região da vesícula urinária, com disúria decorrente do quadro. Para tratamento foi realizada cirurgia de cistotomia e enviado cálculos para análise, onde não se observaram alterações importantes. No final de 2024, após extensa investigação clínica, laboratorial e de imagem, foi realizada uma biópsia intestinal endoscópica que confirmou o diagnóstico de linfangiectasia intestinal. A conduta terapêutica foi então direcionada para manejo dietético com alimentação hipolipídica enriquecida com triglicerídeos de cadeia média, suporte vitamínico com Pet Protein<sup>®</sup>, antibióticos moduladores de microbiota, ciclosporina em dose contínua, visando a modulação imunossupressora para controle da resposta imunomediada intestinal. Atualmente, o paciente segue em tratamento clínico contínuo e acompanhamento de uma equipe integrada com controle sintomático variável.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Exames clínicos e sinais observados</title>
				<p>Ao longo dos cinco anos clínicos, foi notada a progressão de sinais compatíveis com uma enfermidade crônica, multifatorial e de evolução complexa. O paciente foi avaliado periodicamente em diferentes fases da doença, evoluindo com quadro clínico intermitente, frequentemente associado a distúrbios gastrointestinais, sistêmicos e neurológicos.</p>
				<p>Entre os sinais físicos mais comuns, destacaram-se episódios de distensão abdominal acentuada, com aumento visível do volume na região lateral do abdômen, além da presença de líquido livre na cavidade peritoneal, confirmada por exames de imagem e abdominocentese. O quadro também incluiu efusão pleural, especialmente no hemitórax direito, acompanhada de padrão respiratório restritivo e redução bilateral dos sons respiratórios à ausculta torácica, compatível com restrição ventilatória secundária ao acúmulo de líquido.</p>
				<p>Durante os períodos de piora dos sinais gastrointestinais, a palpação abdominal revelou sensibilidade aumentada, aumento da atividade peristáltica e sinais evidentes de desconforto ao toque, sugestivo de abdominalgia principalmente em região epigástrica. O escore de condição corporal oscilou entre 3 e 4/9, com uma notável perda de massa muscular em região paravertebral e nos membros pélvicos, principalmente nos períodos de anorexia prolongada.</p>
				<p>Sinais neurológicos foram registrados ao longo do acompanhamento, com destaque para episódios de crises convulsivas, aumento de tônus muscular nos quatro membros, opistótono e recuperação motora prolongada no pós-ictus, principalmente dos membros pélvicos. Em consulta neurológica realizada em agosto de 2024, o paciente apresentou exame neurológico geral dentro da normalidade, embora tenha histórico compatível com crises epilépticas reativas ou de origem genética. Foi então proposto acompanhamento especializado, com indicação de fenobarbital na concentração de 40 mg/ml, a ser administrado apenas em caso de novas crises. O quadro neurológico foi atribuído à possível encefalopatia hepática, com melhora clínica observada após o manejo hepático instituído. A avaliação das mucosas mostrou alterações que variaram entre discreta palidez, tonalidade perlácea e leve icterícia. Os exames laboratoriais seriados revelaram anemia normocítica normocrômica não regenerativa de caráter persistente, frequentemente associada à redução do número de linfócitos. Devido à progressiva descompensação hematológica, foram adotadas terapias específicas, incluindo a administração de eritropoetina e, em momentos críticos, suporte transfusional. Em fases mais avançadas, durante a ausculta cardiopulmonar, identificou-se um sopro cardíaco funcional sistólico grau II/VI, provavelmente decorrente da hipoproteinemia grave, que apresentou regressão parcial após a correção dos níveis séricos de proteínas.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Exames complementares e tratamento instituído</title>
				<p>Os exames laboratoriais e de imagem realizados ao longo do acompanhamento evidenciaram alterações compatíveis com uma enteropatia com perdas de proteínas, e distúrbios hematológicos associados à disfunção hepática crônica. A albumina sérica manteve-se persistentemente abaixo do valor de referência, atingindo 1,6 g/dL em outubro de 2024 (VR: 2,6-4,0 g/dL), acompanhada por contagem linfocitária baixa significativa em diferentes momentos, como em outubro e novembro (424/µL e 396/µL; VR: &gt;1.000/µL), sugerindo comprometimento linfático sistêmico (<xref ref-type="app" rid="app1">Anexo A</xref>). </p>
				<p>O teste de ácidos biliares séricos em agosto de 2024 (<xref ref-type="app" rid="app2">Anexo B</xref>) revelou valores dentro do normal no pré-prandial (4,3 µmol/L, VR: 0-5 µmol/L), porém com elevação discreta no pós-prandial (40,8 µmol/L, VR: 0-15 µmol/L), achado sugestivo de redução na depuração hepática e compatível com disfunção hepatobiliar ou presença de DPS, quando correlacionado ao histórico clínico do paciente.</p>
				<p>Em novembro de 2024, o paciente apresentou queda progressiva de hematócrito, com valores de 18% no dia 15 e 17% no dia 18, e contagem de reticulócitos inexpressiva, caracterizando anemia normocítica normocrômica não regenerativa. Frente à gravidade do quadro, foi instituído tratamento com eritropoetina recombinante e transfusão de concentrado de hemácias. Em dezembro, observou-se resposta hematológica satisfatória, com aumento do hematócrito para 62% (<xref ref-type="app" rid="app3">Anexo C</xref>).</p>
				<p>A ultrassonografia abdominal realizada em novembro de 2024 (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>) evidenciou imagem hiperecogênica compatível com trombose de veia cava caudal, associada à distensão da veia porta e redução difusa da motilidade intestinal. Esses achados, aliados ao quadro clínico, sustentaram a suspeita de distúrbio vascular abdominal grave, e o tratamento anticoagulante com enoxaparina foi prontamente instituído, seguido posteriormente por clopidogrel.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1</label>
						<caption>
						<p>.</p>
							<title>Ultrassonografia abdominal evidenciando imagem hiperecogênica (seta), compatível com trombose de veia cava caudal, associada à distensão da veia porta</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf1.png"/>
						<attrib>Fonte: Ânima Hospital Veterinário (2024). </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Em dezembro de 2024, foi realizada biópsia intestinal endoscópica (<xref ref-type="app" rid="app4">Anexo D</xref>), cujo laudo histopatológico confirmou o diagnóstico de linfangiectasia intestinal secundária. O fragmento analisado revelou mucosa com vilosidades preservadas, presença de células caliciformes, leve infiltrado linfoplasmocitário e vasos linfáticos dilatados na lâmina própria.</p>
				<p>O tratamento foi direcionado para suporte nutricional com dieta hipolipídica enriquecida com triglicerídeos de cadeia média (Ração Gastrointestinal Low Fat Canine), além de suplementação com vitaminas lipossolúveis. Foram utilizados antibióticos intestinais (metronidazol e tilosina) e imunossupressor (ciclosporina), além de antieméticos, protetores de mucosa, reposição eletrolítica e suporte com prednisona, conforme a necessidade clínica.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>O paciente apresentou evolução crônica, alternando estabilidade e episódios agudos, padrão típico da linfangiectasia intestinal e de enteropatias crônicas associadas à perda de proteínas e sinais sistêmicos, de acordo com relatos de outros autores, essa evolução acontece classicamente (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Machado, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Allenspach; Iennarella-Servantez, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Jablonski, 2022</xref>). Em cães com DPS, manifestações gastrointestinais, neurológicas e hematológicas são comuns e somam-se de forma multifatorial (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Wallace, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Soultani et al., 2021</xref>). Apesar do manejo clínico precoce, os sinais permanecem recorrentes e por vezes exigiram internações para suporte intensivo, conduta também relatada por <xref ref-type="bibr" rid="B3">Ettinger e Feldman (2017</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Jergens e Heilmann (2022</xref>) em enteropatias crônicas associadas a distúrbios hepáticos e vasculares.</p>
			<p>A resposta clínica ao tratamento instituído foi variável. Em fases de crise, observou-se melhora parcial com a introdução de protocolos ajustados, que incluíam antibioticoterapia intestinal, modulação da microbiota e correção eletrolítica. O manejo nutricional mostrou-se crucial para o controle dos sinais digestivos e estabilização do escore corporal (embora recaídas ainda ocorressem em períodos de estresse ou transição alimentar) (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Machado, 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">Fossum, 2023</xref>).</p>
			<p>Atualmente, o paciente permanece em acompanhamento clínico rigoroso, com seguimento multiprofissional e mantém uma qualidade de vida estável, com controle clínico satisfatório dos principais sinais, reforçando a importância do manejo individualizado e da abordagem integrativa (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Okanishi et al., 2014</xref>).</p>
			<p>A doença, embora rara, pode surgir secundária a doenças hepáticas ou vasculares. No caso descrito, a histopatologia evidenciou dilatação linfática na mucosa intestinal, associada às alterações nos exames laboratoriais com diminuição das proteínas séricas e linfopenia. O manejo individualizado é essencial para controlar os sinais clínicos e manter a qualidade de vida, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B11">Sakamoto et al. (2020</xref>).</p>
			<p>O manejo combinou dieta hipolipídica com triglicerídeos de cadeia média, imunossupressores, suporte hepático e antibióticos intestinais, permitindo controle clínico e melhora do estado geral, em concordância com relato de caso apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="B10">Rodrigues, Porsani e Teixeira (2024</xref>). A decisão por tratamento exclusivamente clínico considerou os riscos cirúrgicos. Esses riscos já foram amplamente descritos em cães submetidos à correção de DPS, incluindo hipertensão portal, alterações neurológicas e mortalidade pós-operatória, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B5">Jablonski (2022</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>A linfangiectasia intestinal, apesar de ser uma condição relativamente pouco documentada na Clínica de Pequenos Animais, deve ser considerada como diagnóstico diferencial em pacientes com sinais gastrointestinais crônicos, efusões e hipoproteinemia. Sua ocorrência secundária a alterações hemodinâmicas decorrentes de um DPS, como apresentado neste relato, destaca a importância da avaliação sistêmica completa e do entendimento das relações entre o sistema digestório e o sistema porta hepático.</p>
			<p>O presente caso reforça a necessidade de uma abordagem diagnóstica interdisciplinar, que inclua exames laboratoriais completos, avaliação por imagem e biópsia intestinal por endoscopia. O diagnóstico precoce e a identificação de comorbidades são fundamentais para o sucesso terapêutico e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.</p>
			<p>Por fim, este trabalho contribui para o conhecimento clínico ao relatar uma associação ainda pouco documentada na literatura veterinária, salientando a importância de investigações mais aprofundadas sobre o impacto de distúrbios vasculares hepáticos no desenvolvimento de enteropatias perdedoras de proteínas.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ack>
			<title>Agradecimentos:</title>
			<p>Os autores agradecem ao Ânima Hospital Veterinário pelo apoio e pela disponibilização dos dados, bem como à médica-veterinária Bianca Carvalho, coordenadora clínica do hospital.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>Referências </title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALLENSPACH, K. <italic>et al</italic>. Chronic enteropathies in dogs: evaluation of risk factors for negative outcome. Journal of Veterinary Internal Medicine, [<italic>S. l.</italic>], v. 21, n. 4, p. 700-708, 2007. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1939-1676.2007.tb03011.x.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALLENSPACH</surname>
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						<etal/>
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					<article-title>Chronic enteropathies in dogs: evaluation of risk factors for negative outcome</article-title>
					<source>Journal of Veterinary Internal Medicine</source>
					<volume>21</volume>
					<issue>4</issue>
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					<lpage>708</lpage>
					<year>2007</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1111/j.1939-1676.2007.tb03011.x</pub-id>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ALLENSPACH, K.; IENNARELLA-SERVANTEZ, C. Canine protein losing enteropathies and systemic complications. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, [<italic>S. l.</italic>], v. 51, n. 1, p. 111-122, 2021. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2020.09.010.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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					<article-title>Canine protein losing enteropathies and systemic complications</article-title>
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					<volume>51</volume>
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					<year>2021</year>
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				</element-citation>
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			<ref id="B3">
				<mixed-citation>ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Textbook of Veterinary Internal Medicine. 8. ed. St. Louis: Elsevier, 2017.</mixed-citation>
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					<source>Textbook of Veterinary Internal Medicine</source>
					<edition>8</edition>
					<publisher-loc>St. Louis</publisher-loc>
					<publisher-name>Elsevier</publisher-name>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>FOSSUM, T. W. Small animal surgery. 6. ed. St. Louis: Elsevier, 2023. </mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FOSSUM</surname>
							<given-names>T. W</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Small animal surgery</source>
					<edition>6</edition>
					<publisher-loc>St. Louis</publisher-loc>
					<publisher-name>Elsevier</publisher-name>
					<year>2023</year>
				</element-citation>
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>JABLONSKI</surname>
							<given-names>S. A</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Pathophysiology, diagnosis and management of canine intestinal lymphangiectasia: a comparative review</article-title>
					<source>Animals</source>
					<publisher-loc>Basel</publisher-loc>
					<volume>12</volume>
					<issue>20</issue>
					<elocation-id>2791</elocation-id>
					<year>2022</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.3390/ani12202791</pub-id>
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>JERGENS</surname>
							<given-names>A. E.</given-names>
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							<surname>HEILMANN</surname>
							<given-names>R. M</given-names>
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					<article-title>Canine chronic enteropathy-Current state-of-the-art and emerging concepts</article-title>
					<source>Frontiers in Veterinary Science</source>
					<volume>9</volume>
					<elocation-id>923013</elocation-id>
					<year>2022</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.3389/fvets.2022.923013</pub-id>
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					<article-title>Ultrasonographic diagnosis of congenital portosystemic shunts in dogs: results of a prospective study</article-title>
					<source>Veterinary Radiology &amp; Ultrasound</source>
					<volume>37</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>281</fpage>
					<lpage>288</lpage>
					<year>1996</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1111/j.1740-8261.1996.tb01231.x</pub-id>
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				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MACHADO</surname>
							<given-names>C. R. R. Q</given-names>
						</name>
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					<source>Bacterial quantification and histopathologic findings on the small intestine of dogs with chronic inflammatory enteropathies</source>
					<year>2023</year>
					<comment content-type="degree">Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias)</comment>
					<publisher-name>Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Veterinária</publisher-name>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://repositorio.ufmg.br/items/125acd49-d187-40dd-a6b8-f17ba8747435">https://repositorio.ufmg.br/items/125acd49-d187-40dd-a6b8-f17ba8747435</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2025-09-12">12 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OKANISHI</surname>
							<given-names>H.</given-names>
						</name>
						<etal/>
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					<article-title>The clinical efficacy of dietary fat restriction in treatment of dogs with intestinal lymphangiectasia</article-title>
					<source>Journal of Veterinary Internal Medicine</source>
					<volume>28</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>809</fpage>
					<lpage>817</lpage>
					<year>2014</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1111/jvim.12327</pub-id>
				</element-citation>
			</ref>
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				<element-citation publication-type="confproc">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RODRIGUES</surname>
							<given-names>J. H. G.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PORSANI</surname>
							<given-names>M. Y. H.</given-names>
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						<name>
							<surname>TEIXEIRA</surname>
							<given-names>F. A</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Linfangiectasia intestinal em cães: relato de caso</source>
					<conf-name>CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTROLOGIA VETERINÁRIA: WORKSHOP DE NUTRIÇÃO E NUTROLOGIA DE CÃES E GATOS, 7</conf-name>
					<conf-date>2024</conf-date><bold>Anais</bold><publisher-name>CBNA</publisher-name>
					<year>2024</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://cbna.com.br/Content/arquivos/Visualizar/NUTROLOGIA_2024/TRABALHOSCIENTIFICOS/Trabalho%2015%20-%20JHOISSE%20H.%20G.%20RODRIGUES.pdf">https://cbna.com.br/Content/arquivos/Visualizar/NUTROLOGIA_2024/TRABALHOSCIENTIFICOS/Trabalho%2015%20-%20JHOISSE%20H.%20G.%20RODRIGUES.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2025-09-10">10 set. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SAKAMOTO</surname>
							<given-names>Y.</given-names>
						</name>
						<etal/>
					</person-group>
					<article-title>Successful management of portal vein thrombosis in a Yorkshire Terrier with protein-losing enteropathy</article-title>
					<source>BMC Veterinary Research</source>
					<volume>16</volume>
					<issue>1</issue>
					<elocation-id>418</elocation-id>
					<year>2020</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1186/s12917-020-02632-9</pub-id>
				</element-citation>
			</ref>
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				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOULTANI</surname>
							<given-names>C.</given-names>
						</name>
						<etal/>
					</person-group>
					<article-title>Contrast enhanced computed tomography assessment of superficial inguinal lymph node metastasis in canine mammary gland tumors</article-title>
					<source>Veterinary Radiology &amp; Ultrasound</source>
					<volume>62</volume>
					<issue>5</issue>
					<fpage>557</fpage>
					<lpage>567</lpage>
					<year>2021</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1111/vru.13002</pub-id>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>WALLACE, M. L. Updates in hepatobiliary surgery: new data on portosystemic shunts and cholecystectomy in dogs and cats. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, [<italic>S. l</italic>.], v. 52, n. 2, p. 369-385, 2022. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvsm.2021.11.001.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>WALLACE</surname>
							<given-names>M. L</given-names>
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					<article-title>Updates in hepatobiliary surgery: new data on portosystemic shunts and cholecystectomy in dogs and cats</article-title>
					<source>Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice</source>
					<volume>52</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>369</fpage>
					<lpage>385</lpage>
					<year>2022</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1016/j.cvsm.2021.11.001</pub-id>
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							<surname>ZWINGENBERGER</surname>
							<given-names>A</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>CT diagnosis of portosystemic shunts</article-title>
					<source>Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice</source>
					<volume>39</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>783</fpage>
					<lpage>792</lpage>
					<year>2009</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1016/j.cvsm.2009.04.008</pub-id>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>Como citar:</label>
				<p> LIMA, M. S. de; KAGEYAMA, R. G.; PENIDO, P. M. P. N. Linfangiectasia intestinal secundária a desvio portossistêmico em cão da raça biewer terrier: relato de caso. <bold>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, e38869, 2026. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38869">https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38869</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>Cite as:</label>
				<p> LIMA, M. S. de; KAGEYAMA, R. G.; PENIDO, P. M. P. N. Intestinal lymphangiectasia secondary to portosystemic shunt in a Biewer Terrier dog: case report. <bold>Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, e38869, 2026. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38869">https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38869</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<p><italic>Artigo submetido ao sistema de similaridade iThenticate</italic><sup><italic>®</italic></sup></p>
			</fn>
			<fn fn-type="financial-disclosure" id="fn4">
				<label>Financiamento:</label>
				<p> Não houve contribuição financeira de qualquer instituição.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>Aprovação ética:</label>
				<p> O trabalho respeitou a ética durante toda a pesquisa. Não passou por comitê de ética por se tratar somente da descrição de um caso atendido na rotina do hospital.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>Disponibilidade de dados e material:</label>
				<p> Dados e materiais utilizados no trabalho disponíveis via links.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<app-group>
			<label>Anexos</label>
			<app id="app1">
				<label>Anexo A - Resultados de exames laboratoriais seriados</label>
				<p>
					<fig id="f2">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf2.jpg"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf3.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf4.png"/>
						<attrib>Fonte: Ânima Hospital Veterinário (2024).</attrib>
						<attrib>Nota: Resultados de exames laboratoriais seriados evidenciando hipoalbuminemia persistente e linfopenia significativa em diferentes momentos do acompanhamento clínico, compatíveis com uma enteropatia com perdas de proteínas. e comprometimento linfático sistêmico</attrib>
						<attrib>Disponível em: Hipoalbuminemia e linfopenia.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</app>
			<app id="app2">
				<label>Anexo B - Exame de ácidos biliares</label>
				<p>
					<fig id="f5">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf5.png"/>
						<attrib>Fonte: Ânima Hospital Veterinário (2024).</attrib>
						<attrib>Nota: Exame de ácidos biliares (agosto de 2024). Pré-prandial: 4,3 µmol/L (VR: 0-5 µmol/L); pós-prandial: 40,8 µmol/L (VR: 0-15 µmol/L). Achado compatível com redução na depuração hepática e sugestivo de disfunção hepatobiliar ou desvio portossistêmico, quando correlacionado ao histórico clínico.</attrib>
						<attrib>Disponível em: Ácidos biliares.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</app>
			<app id="app3">
				<label>Anexo C - Evolução hematológica do paciente</label>
				<p>
					<fig id="f6">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf6.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f7">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf7.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f8">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf8.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f9">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf9.png"/>
						<attrib>Fonte: Ânima Hospital Veterinário (2024).</attrib>
						<attrib>Nota: Evolução hematológica do paciente entre novembro e dezembro de 2024, evidenciando anemia normocítica normocrômica não regenerativa, seguida de resposta positiva ao tratamento com eritropoetina recombinante e transfusão de concentrado de hemácias.</attrib>
						<attrib>Disponível em: Contagem de reticulócitos e hematócritos.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</app>
			<app id="app4">
				<label>Anexo D - Laudo histopatológico</label>
				<p>
					<fig id="f10">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf10.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f11">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf11.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f12">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf12.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f13">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf13.png"/>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f14">
						<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38869-gf14.png"/>
						<attrib>Fonte: Ânima Hospital Veterinário (2024).</attrib>
						<attrib>Nota: Laudo histopatológico. Fragmento entérico representando mucosa e escassa submucosa. Mucosa com vilosidades preservadas, epitélio íntegro e células caliciformes evidentes. Lâmina própria com discreto infiltrado linfoplasmocitário e vasos linfáticos dilatados (de discreta a moderada intensidade). Submucosa sem alterações significativas. Diagnóstico: linfangiectasia intestinal secundária.</attrib>
						<attrib>Disponível em: Histopatológico endoscópico.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</app>
		</app-group>
	</back>
</article>